Confronto pós-jogo esquenta após vitória do Santos sobre o Remo
O Clube do Remo se manifestou publicamente e de forma veemente contra o comportamento de Neymar após a derrota para o Santos, que selou a eliminação do time paraense na Copa do Brasil. Segundo o clube anfitrião, a atitude do camisa 10 santista extrapolou os limites do fair play e da ética desportiva, configurando um flagrante desrespeito ao Remo, sua torcida e aos protocolos de convivência esportiva.
Neymar é acusado de provocações e postura descontrolada
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram Neymar exaltado após a partida, trocando ofensas com pessoas ligadas ao Remo e provocando os rivais com gritos de “F…-se! Aqui é Santos, c…” e cantando “eliminado”. O Remo classificou a conduta do jogador como descontrolada e incompatível com a esperada de um profissional de futebol, reservando-se o direito de buscar medidas cabíveis perante os órgãos competentes.
Remo também contesta arbitragem e promete representação à CBF
Além das críticas a Neymar, a diretoria do Remo expressou insatisfação com a atuação da arbitragem comandada por Anderson Daronco. O clube discordou da expulsão do zagueiro Marllon após revisão do VAR e informou que formalizará uma representação junto à CBF para buscar providências sobre o andamento da partida.
Troca de farpas continua; Santos rebate acusações
A polêmica ganhou novos contornos quando Neymar provocou o presidente do Remo, Antôno Carlos Teixeira, em uma publicação no Instagram, após ser chamado de “vagabundo”. Em resposta, o Santos emitiu nota repudiando as declarações do clube paraense e as insinuações de favorecimento da arbitragem. A equipe paulista afirmou que, embora críticas esportivas sejam legítimas, ataques pessoais e acusações infundadas ultrapassam os limites do respeito e da ética.
Jogador pode ser enquadrado no Código Brasileiro de Justiça Desportiva
Diante do conflito pós-jogo, Neymar pode ser enquadrado no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de condutas contrárias à disciplina ou à ética desportiva não tipificadas em outras regras. A punição prevista para infrações como essa pode variar de uma a seis partidas.