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Fifa e Uefa em Rota de Colisão: Plano de Venda de Ações da Copa do Mundo Intensifica Crise entre Entidades

Fifa E Uefa Em Rota De Colisão: Plano De Venda De Ações Da Copa Do Mundo Intensifica Crise Entre Entidades

Fifa E Uefa Em Rota De Colisão: Plano De Venda De Ações Da Copa Do Mundo Intensifica Crise Entre Entidades

Conflito se Agrava com Anúncio de Nova Empresa da Fifa

A relação entre a Fifa e a Uefa atingiu um novo patamar de tensão. A recente proposta de Gianni Infantino, presidente da Fifa, de criar uma nova empresa para administrar competições e vender ações desta, incluindo a Copa do Mundo, foi duramente criticada pela entidade europeia. Em um comunicado oficial, a Uefa, liderada por Aleksander Ceferin, declarou que a possível entrada de acionistas externos na gestão dos principais produtos da Fifa representa “cruzar uma linha que nunca deveria ser cruzada”, reiterando que “nenhum de nós é dono do futebol. Não cabe à Fifa vendê-lo”. A resposta foi tão contundente que incluiu a ameaça de um boicote à Copa do Mundo de 2030.

Histórico de Divergências e Críticas da Uefa

O atrito entre as duas organizações não é novidade. A Uefa já demonstrou publicamente sua insatisfação com a expansão do Mundial de Clubes para 32 equipes em 2025, argumentando que a nova competição sobrecarrega o calendário, prejudica os jogadores e compete diretamente com a lucrativa Liga dos Campeões. Outros pontos de discórdia incluem a intenção de Infantino de ampliar o número de seleções na Copa do Mundo para 64 em 2030. Um incidente marcante ocorreu durante a Copa do Mundo de 2026, quando a Uefa condenou a anulação da suspensão do jogador americano Balogun após uma ligação de Donald Trump a Infantino, descrevendo a ação como a Fifa ter “cruzado uma linha vermelha”.

Possível Candidatura de Ceferin e Apoio a Infantino

Diante de tantas discordâncias, a oposição a Infantino ganha força. Aleksander Ceferin é cotado para desafiá-lo na eleição para a presidência da Fifa em março de 2027. Outro nome especulado é Nasser Al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain e da Associação Europeia de Clubes. No entanto, a reeleição de Infantino não é vista como uma missão fácil para seus opositores. Apesar da resistência da Uefa, ele ainda conta com o apoio da maioria das federações e possui conexões influentes, como a relação próxima com Donald Trump e a Arábia Saudita, sede da Copa de 2034.

O Poder de Infantino e o Futuro da Relação Fifa-Uefa

A estratégia de Infantino de buscar investidores externos para a criação de novas empresas é vista pela Uefa como uma tentativa de privatizar o futebol. A entidade europeia argumenta que tal movimento pode comprometer a integridade e a governança do esporte. A proximidade de Infantino com potências financeiras, como a Arábia Saudita, e sua habilidade política em manter o apoio de diversas federações, o colocam em uma posição forte para seguir com seus planos, mesmo diante da forte oposição da Uefa. O futuro da relação entre as duas principais entidades do futebol mundial permanece incerto, com o risco de divisões ainda maiores no cenário esportivo global.

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