Um novo depoimento no julgamento pela morte de Diego Maradona trouxe à tona detalhes perturbadores sobre os últimos dias do ídolo argentino. Alejandro Cottaro, um dos acompanhantes terapêuticos que esteve com Maradona em seu internamento domiciliar, afirmou nesta quinta-feira (16) que o ex-jogador vivia em um ambiente insalubre e estava “blindado” por seu círculo próximo.
Cottaro descreveu um cenário de isolamento e controle, onde era instruído a manter distância de Maradona. “Para mim o Diego estava blindado, não deixavam que as pessoas se aproximassem. Diziam-me: ‘Tenta ficar mais afastado’”, relatou a testemunha. Ele mencionou um episódio em que foi repreendido por tentar uma conexão mais profunda com o ex-jogador. “Perguntei-lhe: ‘A quem amas?’ Nesse momento, os olhos encheram-se-lhe de lágrimas e respondeu-me: ‘À Roma (a sua neta), ao meu neto’. Então chega alguém que me tira dali e diz para deixar de falar com o Diego”, contou.