Ícone do site Dpsporte Aposte Aqui

Glenn Stromberg, Lenda Sueca, Abre o Jogo: Suécia no Mundial 2026, Favoritos ao Título e os Bastidores Inéditos da Copa de 1990

Glenn Stromberg, Lenda Sueca, Abre O Jogo: Suécia No Mundial 2026, Favoritos Ao Título E Os Bastidores Inéditos Da Copa De 1990

Glenn Stromberg, Lenda Sueca, Abre O Jogo: Suécia No Mundial 2026, Favoritos Ao Título E Os Bastidores Inéditos Da Copa De 1990

Em uma conversa exclusiva com o Flashscore, Glenn Stromberg, ícone do futebol sueco e atual comentador televisivo, abriu o jogo sobre as expectativas da Suécia para o Mundial de 2026, analisou os principais favoritos ao título e revisitou as memórias, algumas agridoce, da Copa do Mundo de Itália-1990.

Suécia no Mundial 2026: Entre a Alegria e o Desafio

A qualificação da Suécia para o Mundial de 2026 foi atípica, garantida via Liga das Nações e não pelo percurso tradicional. Para Stromberg, a simples participação já é motivo de pura alegria. “Falamos de uma equipa que não venceu um único jogo durante dois anos antes do play-off; conquistou esse lugar ao vencer a Liga C da Liga das Nações”, explicou. Ele recorda a vitória sobre a Ucrânia e o golo aos 90 minutos contra a Polónia, que selou a vaga.

Apesar da qualificação, Stromberg é realista: “Quase parece que estava tudo escrito nas estrelas, porque nada indica que a Suécia tenha feito um regresso incrível nos últimos meses.” Ele reconhece o bom trabalho do treinador Graham Potter, mas ressalta que “ele não faz milagres”. As esperanças suecas recaem sobre o desempenho de Alexander Isak e Viktor Gyökeres, que atuam em alto nível na Europa e são cruciais para o sucesso da equipa.

Analisando o Grupo B, com Tunísia, Japão e Países Baixos, Stromberg não poupa palavras: “É um grupo muito difícil.” Os Países Baixos são vistos como os mais fortes no papel, apesar dos problemas de lesões. A Tunísia, mesmo sem grandes estrelas europeias, funciona bem como equipa. Contudo, a maior surpresa para o ex-jogador é o Japão: “praticam um futebol assustador, semelhante ao do Brasil ou da Inglaterra, com resultados impressionantes fora de casa.” Ele acredita que todas as equipas do grupo têm chances de avançar.

Sobre a ausência de Dejan Kulusevski, Stromberg admite que será sentida, mas a equipa já se habituou a jogar sem ele. A Suécia, segundo ele, precisa de voltar a ser “sólida defensivamente”, como nos seus tempos de jogador. “Se estivermos organizados e fortes atrás, na frente temos jogadores como Gyökeres e Isak que podem marcar à primeira oportunidade e virar um jogo.”

Os Gigantes e as Surpresas do Próximo Mundial

Com a experiência de 16 torneios entre Mundiais e Europeus como comentador, Stromberg tem uma máxima: “o que importa é quem chega com o ataque em melhor forma e sem lesões.” Ele enfatiza que a qualidade individual é crucial, já que hoje todas as equipas sabem defender bem.

Entre os favoritos, ele destaca a França, pela “profundidade ofensiva impressionante”, a Inglaterra, a Espanha e as seleções sul-americanas, que “fazem sempre bons Mundiais”, com o Brasil de Ancelotti mantendo-se no topo. A Alemanha também é mencionada como uma equipa “orgulhosa, difícil de bater e que nunca se deixa distrair por questões internas”.

Questionado sobre possíveis surpresas, Stromberg é cético. “Ouço esta pergunta há 30 anos. Uma equipa surpresa pode chegar aos quartos de final, como aconteceu em 2002, mas ir até ao fim é difícil.” Ele argumenta que a falta de experiência em fases decisivas e a pressão impedem que essas equipas cheguem à final. “Em 30 anos, nunca vi uma verdadeira surpresa chegar ao fim.”

Itália-1990: Recordações de um Mundial Agridoce

Stromberg guarda memórias “maravilhosas” da Copa de 1990, especialmente por jogar na Itália na altura. No entanto, a experiência foi “estranha” devido à decisão do selecionador Olle Nordin de o deixar no banco. Nordin acreditava que Stromberg tinha ficado “demasiado italiano”, mais estático no meio-campo, e preferiu Klas Ingesson.

O episódio mais marcante ocorreu numa conferência de imprensa. Jornalistas italianos, cientes do prestígio de Stromberg na Atalanta, confrontaram Nordin: “Se diz que não são favoritos, mas tem o Glenn Stromberg no banco, um grande capitão cobiçado pelos principais clubes italianos, isso significa que tem dez jogadores melhores do que ele. Então porque é que não vão ganhar o Mundial?” Nordin ficou sem resposta.

Em campo, a Suécia teve um desempenho “absolutamente desastroso”, perdendo os três jogos por 2-1. Stromberg recorda o jogo contra a Costa Rica como “dramático”, onde a frustração era palpável.

A Evolução dos Adeptos Suecos

O Mundial de 1990 também marcou o início de um fenómeno curioso para os suecos: o acompanhamento em massa da seleção. Stromberg recorda ter visto “cinquenta ou cem suecos à porta do nosso hotel com bandeiras e autocaravanas” e a surpresa da equipa, que chegou a ligar para casa para saber se algo de grave tinha acontecido na Suécia.

“Na altura, não havia internet nem forma de saber o que se passava”, explica. Rapidamente, perceberam que eram apenas adeptos a aproveitar o Mundial e as férias na Itália. Esse foi o embrião do que se tornaria uma tradição: “A partir daí começou o boom: em 2006, em Berlim, estavam 100.000 suecos. Hoje, a Suécia é uma das nações que mais adeptos leva a torneios internacionais.”

O Campeonato do Mundo de 2026 será disputado de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México, com 48 seleções e 16 estádios modernos, prometendo mais um capítulo na rica história do futebol mundial.

Sair da versão mobile