Ícone do site Dpsporte Aposte Aqui

Zeca Baleiro: Como um time de botão do Santos o fez santista e sua visão sobre o futebol moderno

Zeca Baleiro: Como Um Time De Botão Do Santos O Fez Santista E Sua Visão Sobre O Futebol Moderno

Zeca Baleiro: Como Um Time De Botão Do Santos O Fez Santista E Sua Visão Sobre O Futebol Moderno

A paixão pelo Santos nasceu em um jogo de botões

Zeca Baleiro, conhecido por sua música, revela uma forte ligação com o futebol, especialmente com o Santos Futebol Clube. Essa paixão não surgiu apenas pela torcida, mas teve um início peculiar: um time de futebol de botões. Ao ser presenteado com um conjunto que trazia os rostos dos jogadores, o jovem Zeca se encantou pelo time santista da era pós-Pelé, com ídolos como Cejas, Carlos Alberto Torres e Marinho Peres. Essa conexão lúdica e visual foi o gatilho para uma devoção que perdura até hoje.

Críticas ao futebol moderno: ‘Gourmetizaram o jogo’

Aos 60 anos, Zeca Baleiro expressa uma visão nostálgica e crítica sobre o futebol contemporâneo. Ele lamenta a excessiva teorização e a invenção de novos termos, como ‘terça parte’ e ‘extremos’, que, em sua opinião, retiram a simplicidade e a informalidade das resenhas esportivas. O músico sente falta das posições clássicas, como ‘ponta direita’ e ‘meio-armador’, e acredita que a busca por modernização excessiva levou à perda da identidade do futebol brasileiro, inibindo o drible, uma de suas maiores características.

Influências familiares e a escolha pelo Santos

A formação de sua identidade como torcedor santista é intrinsecamente ligada à sua história familiar no Maranhão. Sendo o caçula, Zeca foi influenciado pelos irmãos mais velhos, um cruzeirense e outro santista. A disputa entre eles pela sua torcida terminou com o presente do time de botões, selando seu destino alvinegro. Essa memória afetiva é tão forte que, mesmo com a distância e as complexidades do futebol atual, a camisa do Santos ainda evoca emoções e lembranças preciosas.

O ‘futebol arte’ e a saudade do jogo que o Brasil sabia jogar

Para Zeca Baleiro, o futebol brasileiro começou a perder sua força internacional quando deixou de jogar o seu estilo característico e passou a importar modelos europeus. Ele defende um retorno às raízes, valorizando a habilidade individual, o drible e a ‘malandragem’ (no bom sentido) que tornam o jogo mais bonito e envolvente. Cita lances de craques como Rivellino e o gol antológico da Seleção de 1970 contra a Itália como exemplos máximos do ‘futebol arte’, onde a beleza coletiva e o brilho individual se complementam, algo que ele sente falta na pragmática era atual.

Sair da versão mobile