Palmeiras emite nota oficial contra racismo
O Palmeiras se manifestou oficialmente na madrugada desta segunda-feira (13) para repudiar uma injúria racista sofrida pelo goleiro Carlos Miguel durante o clássico contra o Corinthians, que terminou em empate sem gols na Neo Química Arena, pelo Campeonato Brasileiro. O incidente ocorreu em meio a uma confusão generalizada que eclodiu no túnel de acesso aos vestiários logo após o apito final.
Em sua nota, o clube alviverde declarou: “Diante desta grave violência, incompatível com qualquer valor civilizatório, o Palmeiras se solidariza com o atleta e pede que as autoridades competentes adotem as providências devidas, incluindo a identificação e a responsabilização de todos os envolvidos. Não podemos tolerar o racismo”.
Corinthians também condena o ato
O Corinthians, por sua vez, também emitiu um comunicado expressando solidariedade ao goleiro Carlos Miguel e repudiando veementemente qualquer ato de racismo e discriminação. O goleiro, que atuou pelo clube alvinegro entre 2021 e 2024, foi o alvo da injúria. O Corinthians afirmou que não medirá esforços para identificar e responsabilizar o(s) autor(es) do ato inaceitável, prometendo colaboração total com as autoridades competentes.
Clássico marcado por incidentes em campo e fora dele
Além da injúria racista, o clássico foi palco de outras cenas lamentáveis. Durante a partida, o jogo foi tenso, com entradas ríspidas e resultou em duas expulsões para o time corintiano. No pós-jogo, a situação escalou com uma briga generalizada envolvendo jogadores e seguranças de ambas as equipes. O Palmeiras relatou que o jogador Luighi foi agredido por um funcionário do Corinthians, enquanto o clube alvinegro alegou que Gabriel Paulista e Breno Bidon foram agredidos por seguranças palmeirenses.
Clubes divergem sobre registro de ocorrências
Ambos os clubes informaram que registrariam os casos no Juizado Especial Criminal (Jecrim). No entanto, o Corinthians propôs ao Palmeiras que não houvesse continuidade nos casos junto à Polícia Civil. Como não houve acordo, cada clube deverá registrar um boletim de ocorrência individualmente, detalhando as agressões sofridas por seus membros.