Novo Julgamento em Andamento
O neurocirurgião Leopoldo Luque, que liderava a equipe médica que cuidava de Diego Maradona quando o craque faleceu em novembro de 2020, declarou-se inocente no julgamento que teve início nesta terça-feira (14) na Argentina. Luque é um dos sete profissionais de saúde acusados de homicídio com dolo eventual pela morte de Maradona, crime que pode levar a penas de até 25 anos de prisão. Todos os réus se declaram inocentes.
Médico Contesta Laudos da Autópsia
Em seu depoimento, o médico negou veementemente que Maradona tenha sofrido 12 horas de agonia antes de morrer, conforme indicam estudos forenses. “Estou completamente seguro de que isso não aconteceu”, afirmou Luque, que também questionou outros pontos da autópsia, como o peso elevado do coração do jogador e a presença de edema agudo de pulmão. Ele argumentou que o peso do coração pode ser comum em ex-atletas e levantou dúvidas sobre os procedimentos de reanimação após a constatação do óbito.
Desvinculação da Cirurgia e Tratamento Cardíaco
Luque também fez questão de ressaltar que não foi ele o responsável pela cirurgia de Maradona para remover um hematoma na cabeça. Além disso, mencionou que não era médico do craque em 2007, período a partir do qual, segundo ele, Maradona não teria recebido mais medicamentos cardíacos. “Não venho dizer o que acho, venho dizer o que está escrito”, declarou o neurocirurgião.
Primeiro Depoimento em Novo Processo
Este é o primeiro depoimento no novo julgamento, após um processo anterior ter sido anulado no ano passado. O pedido de Luque para depor inesperadamente levou à suspensão de outras testemunhas convocadas para o dia, incluindo Gianinna, filha de Maradona. O julgamento segue com a apresentação das defesas e acusações contra a equipe médica.