O ministro da Economia da Itália, Giancarlo Giorgetti, classificou como “vergonhosa” a sugestão de um enviado especial de Donald Trump para que a seleção italiana substituísse o Irã na Copa do Mundo de 2026. A declaração do ministro reforça a posição de que a qualificação para o torneio deve ser obtida por mérito esportivo e não por intervenções externas.
A Proposta Polêmica de Trump
A controvérsia surgiu após Paolo Zampolli, enviado especial do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, sugerir ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, a troca da seleção iraniana pela italiana no próximo mundial, que será sediado na América do Norte. Zampolli, nascido em Milão, justificou a ideia afirmando que “seria um sonho ver a Azzurra em um torneio sediado nos EUA” e que, com quatro títulos mundiais, a Itália teria o “currículo necessário para justificar a inclusão”.
Reação Italiana: Mérito em Campo
A proposta, no entanto, foi recebida com desaprovação na Itália. Giancarlo Giorgetti foi enfático ao declarar: “Primeiro, não é possível; segundo, não é apropriado… Você se classifica em campo”. Em entrevista à Reuters, Gianni De Biasi, técnico da seleção italiana (conforme a fonte), também se manifestou, dizendo: “Acredito que a Itália não precisa do apoio de Trump em uma questão como essa. Acho que podemos lidar com isso sozinho”. A “Azzurra” não conseguiu se classificar para as últimas três edições da Copa do Mundo, o que aumenta a sensibilidade em torno de sua participação.
A Posição da FIFA e o Futuro do Irã
Em meio às discussões sobre a participação do Irã na Copa do Mundo, motivadas por conflitos no Oriente Médio, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, já assegurou a presença da seleção iraniana no torneio. Infantino acompanhou um jogo da equipe na última Data FIFA, realizado na Turquia justamente devido à situação na região. “O Irã estará na Copa do Mundo. Estamos aqui para isso. Estamos satisfeitos porque é uma equipe muito, muito forte. Estou muito contente”, afirmou Infantino. Embora a FIFA tenha autonomia para decidir sobre uma eventual substituição em caso de desistência, a posição atual da entidade é de manter o Irã na competição.