Drone Provocativo e Confusão Generalizada Levam Corinthians ao STJD
O clássico entre Corinthians e Palmeiras, válido pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, transcendeu os gramados e chegou ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Uma denúncia foi protocolada na Comissão Disciplinar, reunindo diversos incidentes ocorridos durante e após a partida. O Corinthians figura como o clube com maior potencial de prejuízo, podendo sofrer punições severas.
Possível Perca de Mando de Campo e Multas para o Timão
As acusações que pesam contra o Corinthians incluem o voo de um drone com conteúdo provocativo sobre o gramado no segundo tempo, a briga generalizada que eclodiu após o apito final e uma possível alegação de racismo contra o goleiro Carlos Miguel. As sanções podem resultar na perda do mando de campo por até 10 jogos, além de multas financeiras. O Palmeiras, por sua vez, é acusado apenas pela confusão e corre o risco de ser multado, com a possibilidade de isenção caso os responsáveis diretos pela briga sejam identificados e punidos individualmente.
Jogadores Denunciados e Possíveis Suspensões
Além das punições coletivas, jogadores de ambas as equipes foram denunciados. Pelo lado corintiano, os expulsos André e Matheuzinho podem ter diferentes desfechos. André, por gesto obsceno, arrisca de um a seis jogos de suspensão. Matheuzinho, que deu um soco em Flaco López, pode ficar afastado de quatro a 12 partidas. Breno Bidon e o preparador de goleiros Luiz Fernando Santos também foram denunciados por atos na confusão no túnel dos vestiários, podendo pegar de um a três jogos e de dois a 10 jogos, respectivamente. O goleiro Hugo Souza foi denunciado por ofender a arbitragem em entrevista, com possível gancho de um a seis jogos.
MP-SP Investiga Confusão e Clubes Buscam Acordo
A confusão após o jogo no túnel dos vestiários também está sob análise do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Relatos de agressões mútuas entre funcionários e jogadores foram apresentados pelos clubes. Corinthians e Palmeiras registraram os casos no Juizado Especial Criminal (Jecrim), mas o clube alvinegro propôs um acordo para não dar prosseguimento às queixas na Polícia Civil, proposta que não foi aceita pelo Palmeiras.