FGoal retira ação milionária contra o Tricolor Paulista
A FGoal, empresa responsável pelo fornecimento de alimentos e bebidas no Morumbi, protocolou nesta sexta-feira (13) um pedido de extinção do processo judicial que movia contra o São Paulo Futebol Clube. A ação cobrava R$ 5,18 milhões, referentes à rescisão unilateral do contrato entre as partes. A decisão de desistir do processo ocorre após uma mudança na representação jurídica da empresa, que agora busca uma nova estratégia para os desdobramentos legais do caso.
Mudança de estratégia e novos advogados
O advogado Marcos Medrado comunicou sua saída da representação da FGoal de forma consensual. Em seu lugar, assume o advogado Rodrigo Prates, que explicou ao Estadão que a desistência da ação se deu pela adoção de uma nova linha de atuação. “Agradecemos ao dr. Marcos, que é um ótimo profissional, mas devido a escolha de uma nova estratégia processual, foi feita a desistência deste processo. No momento estamos avaliando o cenário como um todo para futuros desdobramentos jurídicos”, afirmou Prates, ressaltando a complexidade da situação.
Entenda o impasse entre São Paulo e FGoal
O São Paulo rescindiu o contrato com a FGoal no início de fevereiro, alegando justa causa. O clube informou ter identificado que a empresa movimentou valores financeiros sem autorização formal ou contratual, após análise de dados da plataforma Zig Pay, responsável pelas maquininhas de pagamento no estádio. A FGoal, por sua vez, contestou a justa causa e cobrava lucros futuros até 2029, além de danos morais e materiais. A controvérsia girava em torno de repasses de compras feitas pelos sócios em cartões, que caíam diretamente em uma conta administrada pela FGoal antes de serem repassados ao clube.
Investigações e alertas ignorados
A rescisão com a FGoal ocorreu em meio a investigações do Ministério Público e da Polícia Civil de SP sobre cobranças irregulares a concessionários do clube, incluindo um suposto esquema de monopólio de maquininhas de cartão. Relatos indicam que a gestão de Júlio Casares havia recebido um alerta do setor de compliance recomendando não fechar com a FGoal, recomendação que teria sido ignorada. A empresa, que opera desde 2019, abriu um novo CNPJ em 2023 para atender o São Paulo, com endereço no próprio Morumbi, o que também gerou questionamentos.