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Pelé, o Homem por Trás do Ícone: Encontros Inéditos com Lennon e Reverência a Mandela Revelados em Livro

Pelé, O Homem Por Trás Do Ícone: Encontros Inéditos Com Lennon E Reverência A Mandela Revelados Em Livro

Pelé, O Homem Por Trás Do Ícone: Encontros Inéditos Com Lennon E Reverência A Mandela Revelados Em Livro

A vida de Pelé, para além dos gols que encantaram o mundo, é o foco do livro “Pelé, o Legado Desconhecido”, escrito por José “Pepito” Fornos, amigo e empresário do Rei do Futebol por mais de cinco décadas. Aos 82 anos, Pepito decidiu compartilhar as histórias do homem por trás do ícone, movido pelo desejo de revelar o “Edson” que poucos conheceram, longe das manchetes esportivas.

O Lado Pessoal e Generoso Revelado

Pepito Fornos, que não se considera um especialista em futebol, preferiu focar na esfera pessoal de Pelé. “De futebol, além de eu não entender, não gosto. Então quis falar do lado pessoal dele”, explica. O livro, composto por capítulos curtos e organizados por memória afetiva, destaca a simplicidade, as conversas, o gosto pela música e pela culinária de Pelé. A virtude mais marcante apontada por Pepito é a generosidade do Rei, que realizou inúmeras ações de ajuda a pessoas necessitadas, construiu creches e asilos, e financiou bolsas de estudo e tratamentos médicos, atitudes que, segundo ele, “mostram que ele era um cara simples, um coração maior que ele”.

Encontros Memoráveis e Lado Humano

A obra também narra encontros marcantes de Pelé com personalidades de outros universos. Em 1975, nos Estados Unidos, Pelé conheceu John Lennon. O músico revelou que os Beatles tiveram um show vetado para a seleção brasileira na Copa de 1966 por um dirigente da CBD, que não queria “cabeludo” no hotel da equipe. Outro momento de admiração foi o encontro com Nelson Mandela. Pepito conta que Pelé “tremeu” diante do líder sul-africano, que o questionou sobre as divisões políticas no Brasil, contrastando com a unidade linguística do país.

Amizade que Virou Parceria Profissional

A relação entre Pepito e Pelé começou em 1962, em uma festa de aniversário, e se aprofundou quando Pepito, trabalhando na Varig, acompanhou o Santos em uma viagem internacional em 1969. Em 1971, Pelé convidou Pepito para trabalhar ao seu lado, criando uma parceria profissional marcada pela franqueza e pela amizade. “Nós discutimos milhares de vezes, mas nunca brigamos. Eu segurava a minha posição”, afirma Pepito, que sempre fez questão de falar o que Pelé precisava ouvir, não apenas o que ele gostava.

O Rei Longe dos Holofotes

Pepito relata que Pelé, apesar da fama mundial, tentava manter uma rotina simples e, por vezes, usava um boné para disfarçar sua identidade em público. O empresário também narra um episódio em que interveio para evitar que Pelé se envolvesse na política do Santos, argumentando que isso poderia desgastar a imagem de ídolo do Rei. A parceria profissional durou até abril de 2022, pouco antes da morte de Pelé, e Pepito ainda cumpre a última solicitação do amigo: ser o testamenteiro de sua herança.

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