O Campeonato Paulista chega à sua grande final com um confronto que opõe a tradição e a busca por um feito inédito. Palmeiras e Novorizontino se enfrentam a partir desta quarta-feira (03), às 20h (horário de Brasília), na Arena Crefisa, em Barueri, na primeira partida da decisão. Para o Palmeiras, trata-se da sétima final consecutiva, uma demonstração de força e consistência sob o comando de Abel Ferreira. Já para o Novorizontino, é a primeira vez que o clube chega a esta fase em sua moderna história, iniciada em 2010, alimentando o sonho de um título inédito.
Palmeiras chega forte e focado, Novorizontino celebra ‘nova era’
O time alviverde chega à decisão após superar São Paulo e Capivariano, demonstrando solidez. A equipe comandada por Abel Ferreira, que teve a segunda melhor campanha na primeira fase, atrás justamente do Novorizontino, deve repetir a escalação considerada ideal. Diferente do confronto da primeira fase, onde o Palmeiras utilizou um time alternativo e foi goleado por 4 a 0 pelo Novorizontino – resultado que deu ao time do interior o mando de campo no segundo jogo da final –, a expectativa agora é de força máxima.
“A gente joga todas as partidas da mesma maneira, para ganhar. São dois jogos para o Palmeiras ser merecedor desse título e levar mais um troféu para nossa casa”, declarou o atacante Flaco López, confiante na conquista.
Abel Ferreira, por sua vez, prega cautela e foco no processo, evitando qualquer tom de favoritismo antecipado. “Dá muito trabalho para chegar à final, mas não vivo atrás de resultados. Procuro dar o meu melhor para tirar o máximo de rendimento dos meus jogadores. Não consigo dizer se vamos ganhar sempre. Foco no que controlo. Já perdi e já ganhei muito. É manter o equilíbrio e a confiança no que acredito e nos processos. No futebol, não temos certeza de nada”, disse o treinador, que elogiou o adversário: “É uma equipe que não perdeu em casa, muito bem treinada e competitiva. Não chegou à final por acaso. Estamos mais do que avisados. Será uma grande final”.
Novorizontino: a história de um clube renascido
A campanha do Novorizontino em 2024 é um marco para o clube em sua nova trajetória. Vice-campeão em 1990, o clube encerrou suas atividades em 1999 e foi refundado em 2010, tornando-se uma SAF em 2023. Chegar à final é o ápice desta reconstrução, independentemente do resultado final. A equipe, comandada por Enderson Moreira, eliminou Santos e Corinthians, mostrando sua força contra equipes de tradição.
“Estamos fazendo um campeonato muito digno, e isso não é por acaso. Muitas vezes falam sobre a vantagem de decidir em casa, mas isso foi conquistado com a melhor campanha. Aqui também tem trabalho, estudo, dedicação, leitura de jogo e organização para competir contra esses gigantes”, afirmou Enderson Moreira.
Um desfalque certo para o Novorizontino é o meia Rômulo, que pertence ao Palmeiras e cuja escalação exigiria o pagamento de uma multa considerável. A negociação não avançou, impedindo que o jogador enfrente seu clube de origem.
Retrospecto e tabus: um duelo inédito em finais
Este será o primeiro confronto entre Palmeiras e Novorizontino em uma final de Campeonato Paulista. Em mata-matas anteriores, desde 2010, o Palmeiras leva vantagem, tendo vencido todos os cinco duelos. As vitórias ocorreram em 2017, 2018, 2019 e na semifinal de 2024, esta última com um placar apertado de 1 a 0.
O Palmeiras também ostenta um forte retrospecto como mandante na Arena Crefisa, onde está invicto há 10 jogos (nove vitórias e um empate). Considerando o Allianz Parque, a sequência de invencibilidade como mandante chega a 22 partidas, um tabu que o Novorizontino terá que quebrar para sonhar com o título inédito.





