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Guerra no Oriente Médio Testa Aliança Trump-Infantino Rumo à Copa do Mundo 2026

Guerra No Oriente Médio Testa Aliança Trump Infantino Rumo à Copa Do Mundo 2026

Guerra No Oriente Médio Testa Aliança Trump Infantino Rumo à Copa Do Mundo 2026

A relação próxima entre Donald Trump e Gianni Infantino enfrenta seu maior teste com a escalada do conflito no Oriente Médio, a menos de três meses do início da Copa do Mundo de 2026. A intervenção dos Estados Unidos e Israel no Irã, e a consequente extensão da guerra para países como Catar, Arábia Saudita e Jordânia – todos classificados para o torneio – colocam em xeque a narrativa de paz e prosperidade cuidadosamente construída pela dupla. No entanto, especialistas apontam que os interesses financeiros da FIFA podem sobrepor-se às tensões geopolíticas.

Cumplicidade Estratégica Sob Pressão

A cumplicidade entre Trump e Infantino tem sido evidente desde a eleição do republicano em 2016. O presidente da FIFA foi convidado para a posse de Trump e mantido próximo ao Salão Oval, cultivando o que alguns chamam de “bromance”. Infantino acompanhou Trump em visitas a países-chave como Catar e Arábia Saudita, culminando na entrega do primeiro Prêmio da Paz da FIFA a Trump, em dezembro, por ocasião do sorteio da Copa do Mundo. Essa distinção, concedida a um presidente que se gabava de ter encerrado guerras, já gerava controvérsia.

O Fator Econômico e a FIFA

Raphaël Le Magoariec, doutor em Ciências Políticas e especialista no Golfo e em esporte, avalia que o foco de Infantino reside em sua própria geopolítica, guiada pelo lucro econômico. Segundo ele, a estratégia da FIFA não é comprometida por violações de direitos humanos ou do direito internacional. “O problema é que toda a narrativa desenvolvida em sua relação com Trump, para lisonjear seu ego, entra completamente em contradição com a dinâmica atual”, afirma Le Magoariec. A expansão da Copa para 48 seleções promete ser a mais lucrativa da história, com a FIFA prevendo receitas de US$ 11 bilhões para o ciclo 2023-2027, o que reforça a prioridade do sucesso comercial.

Irã no Banco dos Réus?

A possibilidade de o Irã ser excluído da Copa do Mundo devido ao conflito é um cenário considerado por especialistas. “Seria bom para todos que o Irã não participasse da Copa do Mundo. Para a Fifa, é melhor preservar sua relação com Donald Trump, mesmo que isso custe sacrificar o Irã”, resume Le Magoariec. Simon Chadwick, especialista em geopolítica do esporte, corrobora que a ausência do Irã teria pouca importância comercial e econômica, mas seria um cenário ideal para Trump projetar a imagem desejada. A politização do esporte iraniano e o controle dos Guardiões da Revolução tornam improvável um boicote em massa ou uma mudança de alianças em favor da República Islâmica.

Desafios para 2034

Embora o conflito atual possa não alterar a aliança estratégica de curto prazo, a extensão da guerra a aliados dos EUA como Catar e Arábia Saudita levanta questões a longo prazo. Para Gianni Infantino, isso representa um malabarismo delicado, especialmente com a Copa do Mundo de 2034 já planejada para o reino saudita. A política de influência dos países árabes na região, que visa consolidar sua posição no esporte mundial, pode ser ameaçada pela instabilidade, criando um cenário de pesadelo para seus projetos de décadas.

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