A Casa do Futebol Clube do Porto de Macau – China enfrenta um dos momentos mais críticos de sua história. A dirigente Diana Massada alertou que o clube atravessa “sérias dificuldades financeiras e operacionais”, culminando recentemente em um processo de despejo de sua sede e na acumulação de diversas dívidas. A situação, que se agravou no último ano e meio, coloca em xeque a continuidade de uma instituição fundada em 2006 e que representa um importante polo de convívio e desporto na região.
As Raízes da Crise Profunda
Entre os principais fatores que levaram à atual crise, Diana Massada destaca a irregularidade no pagamento das quotas por parte dos sócios. Atualmente, apenas cerca de dez dos mais de cem associados mantêm suas contribuições em dia. A ausência de patrocinadores é outro gargalo financeiro, somada a problemas estruturais na sede arrendada e dificuldades na exploração da cantina, que deveria ser uma das principais fontes de receita do clube. A presidente sublinha ainda que a limitada participação ativa dos associados tem condicionado a capacidade de desenvolver novos projetos e superar os momentos mais exigentes.
Um Histórico de Lutas e Quedas Desportivas
Fundado em 2006, o FC Porto de Macau teve uma ascensão rápida no futebol do território, chegando a ser vice-campeão da I Divisão. Contudo, os problemas financeiros começaram a cobrar seu preço, e o clube esteve pela última vez no primeiro escalão em 2012, sendo subsequentemente empurrado para as divisões inferiores. Na última época, a equipa sênior de futebol de onze amargou a queda da terceira para a quarta divisão, após um desempenho desfavorável de dez derrotas, um empate e nenhuma vitória. Enquanto isso, outros clubes homólogos de Portugal em Macau, como o Casa do Benfica, continuam a prosperar na primeira liga, e o Sporting de Macau compete na segunda divisão.
O Apelo Urgente da Direção
Em uma missiva, a direção apela diretamente aos sócios para que regularizem suas quotas, ajudem a identificar novos patrocinadores e colaborem ativamente em projetos vitais, como a Escola de Futebol e o voleibol juvenil. Uma das necessidades mais imediatas é a remoção e venda de bens da antiga sede para liquidar pequenas dívidas. Massada enfatiza que, apesar das dificuldades, “o clube atravessa um momento difícil, mas continua a representar muitos anos de dedicação, convívio, prática desportiva e espírito de comunidade”, conclamando à “vontade coletiva” dos sócios para garantir a sobrevivência e o futuro da Casa do FC Porto de Macau.