A Polônia fez sua estreia histórica na Divisão A da Liga das Nações Feminina, que também serve como qualificatória para o Mundial de 2027, e arrancou um empate em 2 a 2 contra os Países Baixos em Gdansk. A capitã Ewa Pajor, figura central da partida, expressou um misto de sentimentos ao final do confronto.
Orgulho e o Amargo da Estreia Histórica
“Estamos orgulhosas deste ponto, mas após o jogo senti algum amargo de boca, porque tivemos as nossas situações”, observou Pajor, reconhecendo, contudo, que as neerlandesas também criaram boas oportunidades. A atacante destacou a determinação defensiva da equipe, que se defendeu “todas juntas de forma muito determinada”. Apesar dos gols sofridos em lance de bola parada e um chute de longe, Pajor reforçou a realidade da Divisão A: “Defrontamos equipas muito fortes e os detalhes fazem a diferença”.
O Papel Decisivo de Ewa Pajor nos Gols
A própria Ewa Pajor foi fundamental para as polacas. Aos 24 minutos, garantiu a vantagem com o primeiro gol da Polônia. “A Ewelina Kamczyk foi com tudo até ao fim e pensei em passar-lhe a bola, mas reparei que a defesa deu um passo na sua direção e nesse momento decidi rematar à baliza”, relatou sobre sua decisão rápida.
No segundo gol, aos 84 minutos, Pajor novamente se envolveu, passando a bola para Kamczyk, que fez um excelente passe para Paulina Tomasiak, que superou a goleira adversária e colocou a bola na baliza vazia.
Pajor analisou a estratégia da equipe. “Sabíamos que as neerlandesas iam querer controlar o jogo e ter posse de bola, e nós íamos procurar as nossas oportunidades em contra-ataques ou passes longos para trás da defesa, onde as adversárias nos deixavam muito espaço. Tentámos aproveitar isso e foi assim que surgiu o golo do 1-0.” A jogadora também celebrou a evolução tática: “O segundo golo foi fruto de uma jogada combinada e também estamos a evoluir nesse aspeto. Queremos jogar não só em contra-ataque, que é um dos nossos pontos fortes e aproveitá-lo em todos os jogos, mas também mostrar futebol combinado. Tal como aconteceu no golo da Paulina”.
Resiliência e Espírito de Equipa
Mesmo após sofrer um gol no final da primeira parte e outro no início da segunda, as polacas não se abateram. “Vê-se que evoluímos em todos os aspetos – tático, físico e também mental. Acreditamos em nós próprias, somos uma só e apoiamo-nos mesmo depois de sofrermos um golo”, afirmou Pajor. Ela credita essa força à preparação e ao trabalho árduo de toda a equipe e comissão técnica.
A melhor marcadora da seleção polaca reforçou o crescimento coletivo e individual. “É algo incrível vir à concentração, desfrutar de cada dia e celebrar momentos como o de hoje. Somos como uma família e dá-nos uma enorme alegria poder lutar umas pelas outras por cada centímetro do relvado, que é a nossa força.”
Olhando para o Mundial 2027 e o Desafio Francês
Com o olhar no futuro, Ewa Pajor expressou o sonho de levar a Polônia ao Mundial. “Pode ser que o caminho para o Mundial seja longo, mas vamos fazer tudo para que possamos ir juntas ao campeonato”, garantiu.
O próximo desafio será já no sábado, em Dijon, contra a França, que venceu a Irlanda por 2 a 1. Pajor mostrou confiança para o confronto. “Já não jogamos contra esta equipa há muito tempo. Para nós será mais um jogo em que vamos dar tudo e lutar pelo melhor resultado possível. Sabemos, claro, que esta equipa é muito forte, mas vamos preparar-nos bem, em todos os aspetos, para este encontro e não nos vai faltar confiança.”





