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Dan Stulbach: “Não existe minha identidade sem o Corinthians”, afirma ator em entrevista sobre paixão pelo clube

Dan Stulbach: “não Existe Minha Identidade Sem O Corinthians”, Afirma Ator Em Entrevista Sobre Paixão Pelo Clube

Dan Stulbach: “não Existe Minha Identidade Sem O Corinthians”, Afirma Ator Em Entrevista Sobre Paixão Pelo Clube

Dan Stulbach não hesita ao afirmar que sua identidade está intrinsecamente ligada ao Corinthians. Para o ator, ser corintiano transcende a simples torcida, configurando-se como um verdadeiro modo de vida, pautado na superação de adversidades e na busca por algo maior. Em entrevista à série “Futebol Arte” do Estadão, Stulbach compartilhou como a paixão pelo clube paulista influenciou sua trajetória pessoal e profissional.

O Corinthians como lição de vida e democracia

O ator relembrou sua infância e como o Corinthians, muitas vezes o “azarão” contra rivais mais fortes, ensinou-lhe a importância da garra e da luta para alcançar objetivos. Essa identificação com a resiliência do time se estendeu para a vida pessoal: “Eu não me achava o melhor. E achava que eu tinha de lutar, ter garra, ter raça para conseguir as coisas na vida”, explicou.

Um dos pilares dessa conexão é a Democracia Corinthiana. Stulbach destacou como o movimento, liderado por ídolos como Sócrates, o introduziu ao conceito de democracia em um período em que o tema não era amplamente discutido em seu ambiente escolar. “A partir daquele cara (Sócrates), eu lembro isso como se fosse hoje, eu falar para o meu pai: ‘O que é a democracia? O que eles estão falando?’ E a gente ter de conversar sobre isso”, relatou.

A influência de Sócrates e o uso da fama

A relação com Sócrates foi particularmente marcante. Stulbach admirava a capacidade do jogador de usar sua fama e reconhecimento em prol de causas maiores. “Uma pessoa, a partir da fama e do reconhecimento que tem, tem de usar isso em nome de algo maior, né?”, refletiu, confessando ter dito isso ao próprio Sócrates. Ele também revelou que, mesmo diante das dúvidas que o próprio ídolo poderia ter, ele se colocava à disposição para reafirmar a importância de suas ações.

Futebol e arte: paralelos na performance e na vida

Comparando o futebol ao teatro, Stulbach identificou diversas semelhanças, como a figura do líder (técnico/diretor), a importância do coletivo, a necessidade de ensaio e a performance sob pressão. “O jogador, ator do elenco que ensaia bem e joga mal, o que treina pouco e joga bem. O passe, em cena. É tudo passe, é ouvir, é antever, é fazer o combinado e render na hora H”, pontuou.

Ele ressaltou que, assim como no futebol, a arte exige risco e ousadia para não se tornar comum. “Se no futebol você não arriscar, assim como na arte, você não chega a lugar nenhum. Se você não chutar de fora da área, se você não arriscar um passe, se você não arriscar um drible, que é exatamente o que a gente cobra também dos jogadores de hoje, você não sai do lugar”, argumentou.

O futebol como agente de mudança e os desafios atuais

Apesar de reconhecer o potencial do futebol em mobilizar socialmente, Stulbach expressou preocupação com o atual cenário do esporte, especialmente no Corinthians. “O nosso time está absolutamente sequestrado”, lamentou, criticando a gestão que, segundo ele, visa o benefício próprio e impede o clube de atingir seu pleno potencial. Ele vê um “futebol brasileiro” e um “Corinthians” vivendo sob a máxima “que tudo mude para que tudo fique igual”, o que considera “constrangedor”.

O ator também comentou sobre a hesitação de muitos jogadores e dirigentes em se manifestar sobre temas sociais, citando o medo da reação nas redes sociais e a preocupação em preservar a imagem pública. “Ninguém quer arriscar, ninguém quer botar muito isso em jogo, ninguém quer falar muito”, observou.

Ao final da entrevista, Stulbach relembrou momentos marcantes de sua trajetória como corintiano, incluindo vitórias memoráveis e a importância de figuras como Sócrates, Rincón e Ronaldo. Ele definiu “futebol arte” como o sublime, o inesperado, o lance que surpreende e conecta o jogador ao espectador, uma expressão de amor e genialidade em campo.

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