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Comissão de Ética do São Paulo pede expulsão de Mara Casares e Douglas Schwartzmann por esquema de camarote clandestino

Comissão De Ética Do São Paulo Pede Expulsão De Mara Casares E Douglas Schwartzmann Por Esquema De Camarote Clandestino

Investigação aponta esquema de venda de ingressos não autorizada em camarote do MorumBis

A Comissão de Ética do São Paulo recomendou, de forma unânime, a expulsão de Mara Casares e Douglas Schwartzmann. A decisão surge após a conclusão do relatório de investigação interna sobre um esquema clandestino que explorava um camarote do estádio MorumBis. O caso agora será avaliado pelo Conselho Deliberativo do clube, que tem 30 dias para convocar uma votação sobre a exclusão da dupla, a pena máxima prevista no estatuto.

Gravações e áudios incriminam envolvidos

Mara Casares e Douglas Schwartzmann são acusados de envolvimento em um esquema de venda de ingressos para a chamada “Sala Presidencial”, um camarote localizado em frente ao gabinete do presidente, que não é comercializado. As investigações se baseiam em gravações de conversas onde o esquema é descrito por eles mesmos como “clandestino”. No áudio, Douglas Schwartzmann pressiona Rita de Cássia Adriana Prado, intermediária nas vendas, a retirar um processo que poderia expor o caso.

Defesa alega inocência e uso de palavras inadequadas

Em sua defesa perante a Comissão de Ética, ambos negaram as acusações. Douglas Schwartzmann alegou ter usado palavras inadequadas e que a situação foi tratada em um campo hipotético. Ele também afirmou não haver provas de que tenha recebido dinheiro com o uso irregular do camarote. Mara Casares, por sua vez, declarou que estava apenas fazendo um favor a uma parceira da diretoria feminina. O Ministério Público de São Paulo apontou que Adriana Prado possuía negócios com Mara Casares no clube desde 2022.

Denúncias se estendem a outros dirigentes

As denúncias de irregularidades no São Paulo não se limitam ao caso dos camarotes. O Ministério Público intimou o presidente Harry Massis Jr. e outros sete dirigentes para prestar esclarecimentos sobre suspeitas de conflito de interesses, uso indevido da marca do clube e outras questões. As intimações ocorrem após denúncia da advogada Amanda Nunes Costa, que aponta a ausência de registro de vínculo conjugal entre a diretora administrativa Érika Podadera e o ex-superintendente geral Marcio Carlomagno. Há ainda suspeitas de falsificação de assinaturas para aumento de salários de diretores e questionamentos sobre a venda de produtos com a marca do clube via redes sociais de Jqueline Meirelles, ex-namorada de Casares.

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