O auxiliar técnico Carlos Vicens fez uma análise aprofundada do desempenho do SC Braga após o recente empate, elogiando a evolução e a resiliência da equipe, e classificando o ponto conquistado como um ‘prémio’ pelo esforço. Vicens enfatizou a necessidade de uma ‘personalidade grande’ para enfrentar adversários fortes, destacando o crescimento coletivo e individual dos jogadores.
Análise Pós-Jogo: Personalidade e Confiança
Vicens revelou a estratégia inicial: “Tínhamos dito que jogávamos com a equipa forte na saída e tínhamos de ter uma personalidade grande, caso contrário íamos ter dificuldades.” Ele reconheceu a qualidade do adversário, que “faz as coisas muito bem individualmente e coletivamente”, mas ressaltou a importância de transmitir confiança aos jogadores para que mantivessem a posse de bola e não se “escondessem”. A segunda parte do jogo foi crucial para a recuperação da confiança da equipe, que “voltou a acreditar” mesmo sob a ameaça constante de contra-ataques. “Conseguimos um ponto que, uma vez que chega no final, pode ser um prémio”, afirmou, já projetando os próximos desafios, incluindo um “jogo difícil fora de casa” na quinta-feira.
Detalhes Decisivos: Gols Sofridos no Final das Partes
O treinador adjunto expressou preocupação com a recorrência de gols sofridos nos últimos minutos das primeiras partes, citando exemplos contra FC Porto e Genk. “Não é a primeira vez que sofremos um golo no último minuto da primeira parte. São detalhes e temos de os ter do nosso lado. São detalhes de saber competir”, explicou. Ele alertou que, para avançar em competições como a Liga Europa, onde o SC Braga está nas oitavas de final, esses “detalhes são determinantes para passarmos ou não”.
Alterações Táticas e Identidade do SC Braga
Sobre as mudanças na segunda etapa, Vicens explicou que a equipe aproveitou o fato de ter tido mais dias de descanso em comparação com o adversário, que havia jogado uma partida de alta intensidade. As alterações foram focadas no ataque, mas sempre com a preocupação de “não perder o controlo das partidas”. “Não podemos ter só início ou final. Se não temos o meio, não somos SC Braga. Tivemos de continuar a ser SC Braga para ir atrás do jogo”, destacou, reforçando a importância de manter a identidade tática da equipe.
A Evolução Contínua da Equipe
Vicens celebrou a evolução do SC Braga, afirmando que esses jogos “têm de servir para percebermos que insistir e acreditar até final dá resultados”. No entanto, ele também apontou a necessidade de um processo mais cauteloso, para que a equipe não dependa apenas de lances individuais ou de um pênalti para buscar resultados. “A equipa acreditou e foi atrás do jogo sendo SC Braga mais do que nunca”, concluiu, ressaltando a capacidade do time de se manter fiel ao seu estilo enquanto busca a vitória.





