O Comitê Olímpico de Portugal (COP) garante que o expressivo número de 203 candidaturas para a recuperação de instalações desportivas não terá qualquer impacto negativo na preparação dos atletas para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 (LA 2028). Segundo Diana Gomes, secretária-geral do COP, este investimento é, na verdade, uma aposta estratégica crucial de médio e longo prazo para o desenvolvimento do desporto português.
Investimento Estratégico e Visão de Longo Prazo
Em entrevista à agência Lusa, Diana Gomes foi categórica: “Eu sinto que nunca irão atrapalhar. Pelo contrário”. A dirigente sublinha que o COP está empenhado em cumprir o programa previamente delineado, que prevê melhorias significativas nas infraestruturas desportivas. Embora os benefícios não se verifiquem no curto prazo, a expectativa é de que, a médio e longo prazo, haja “claramente vantagens na preparação dos atletas”. O processo de análise das 203 candidaturas ainda está em andamento, não sendo possível avançar com números definitivos de projetos aprovados.
Financiamento e Obras em Curso
O pacote orçamental que suporta estas iniciativas foi assinado em dezembro de 2024, destinando quase 50 milhões de euros para o Comitê Olímpico e cerca de 15 milhões de euros para o Comitê Paralímpico. Diana Gomes confirmou que as candidaturas continuam a ser avaliadas e tratadas, garantindo a transparência e o rigor do processo. A secretária-geral reconhece que os efeitos práticos das obras não serão imediatos, mas defende que o impacto futuro será substancial para o ecossistema desportivo nacional.
Resposta Rápida a Danos e Otimismo Cauteloso
Além do financiamento regular, o COP dispõe de verbas específicas para a recuperação de instalações desportivas e Centros de Alto Rendimento (CAR) que foram afetados pelas tempestades de janeiro. Este trabalho tem sido “intenso”, com a criação de um setor interno dedicado exclusivamente à gestão desta verba extraordinária. Diana Gomes revela que o processo tem avançado “até mais rápido do que aquilo que era o previsto”, embora com uma nota de cautela: “Eu não quero agoirar. Vamos esperar que o ritmo se mantenha e que não haja nenhum atraso”. A urgência é real, especialmente devido aos danos registados na região de Leiria, e a prioridade é assegurar que clubes e federações recuperem rapidamente as condições de treino.
Ambição Olímpica: “Sempre Mais”
Questionada sobre a suficiência do investimento, a secretária-geral do COP, com a sua perspetiva de atleta, respondeu com franqueza: “Eu sou atleta, para mim nunca vai chegar. Nós vamos sempre querer mais”. Diana Gomes reforça a mentalidade de superação, acrescentando que “o primeiro lugar nem sempre nos chega. Nós queremos o seguinte primeiro lugar”, ilustrando a ambição contínua que move o desporto português rumo a LA 2028 e além.





