A UEFA, por meio de seu diretor de arbitragem, Roberto Rosetti, reforçou a importância e o propósito original do VAR, além de abordar temas cruciais como a segurança dos jogadores, a redução de simulações e a busca por uma interpretação unificada das regras de mão no futebol. O organismo europeu enfatiza a necessidade de proteger a integridade do jogo e dos atletas.
O VAR: Correção de Erros Claros e Objetivos
Rosetti sublinhou que o VAR foi introduzido para “corrigir erros claros e evidentes”. Ele destacou que a tecnologia é excelente para decisões objetivas, como impedimentos, mas alertou sobre a cautela necessária em lances subjetivos. “Ao revermos pequenos detalhes, estamos a abrandar o jogo”, afirmou, apelando para que apenas lances inquestionáveis e que não deem margem a diferentes interpretações sejam revisados, preservando a fluidez da partida.
Foco na Segurança dos Jogadores e o Combate às Simulações
A UEFA analisou os contextos de entradas mais duras, identificando áreas próximas às técnicas e ao gol como zonas de maior risco. Situações como perda de controle da bola, ressaltos e disputas 50-50, onde jogadores agem por instinto, também são pontos de atenção. “Vamos continuar a ser rigorosos. O objetivo é sempre proteger os jogadores”, garantiu Rosetti.
Em relação às simulações, o diretor admitiu a dificuldade dos árbitros em avaliar contatos mínimos ou ligeiros em tempo real. “O que vemos na televisão nem sempre corresponde ao que o árbitro vê no relvado”, explicou, citando fatores como ângulos, proximidade e velocidade que afetam a percepção em campo.
Unificação da Interpretação das Mãos no Futebol
Um dos pontos cruciais levantados pela UEFA é a necessidade de se falar “a mesma linguagem técnica” sobre as regras de mão, tanto nas ligas nacionais quanto nas competições europeias. A instituição presidida por Aleksander Ceferin busca clareza sobre quais ações são naturais, quando há contato intencional e em que momento braços e mãos podem ser considerados junto ao corpo. A meta é evitar confusões através de um diálogo constante e padronizado.
Diálogo e Respeito em Campo
O protocolo de comunicação entre o capitão e o árbitro, implementado antes do Campeonato Europeu, foi elogiado por Rosetti. Ele se mostrou “muito satisfeito” com a redução do número de protestos, ressaltando que a medida visa “respeito e proteger a imagem do jogo”. Com este sistema, apenas o capitão pode se dirigir ao juiz para pedir explicações, o que, segundo a UEFA, diminui o assédio e transmite uma mensagem positiva às novas gerações de atletas.





