Fim do sonho olímpico para Malinin
A disputa masculina da patinação artística nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina teve uma surpresa nesta sexta-feira (13). Ilia Malinin, o patinador americano conhecido por seu arriscado mortal ‘proibido’, protagonizou uma apresentação decepcionante e acabou sem medalha. Apesar de ser o atual bicampeão mundial e grande favorito ao título olímpico, o jovem de 21 anos cometeu uma série de erros em seu programa livre, incluindo duas quedas, que comprometeram sua pontuação final.
Do topo do pódio à oitava posição
Malinin havia liderado a primeira parte da competição, o programa curto, com uma excelente marca de 108.16 pontos. No entanto, no programa livre, sua pontuação caiu para 156.33, resultando em um total de 264.49 pontos e a oitava colocação geral. Essa performance contrasta drasticamente com sua atuação na disputa por equipes, onde ele obteve 200.03 pontos no programa livre, auxiliando os Estados Unidos a conquistar a medalha de ouro.
Cazaquistão celebra ouro inédito
O pódio da patinação artística masculina foi completado com o ouro para o cazaque Mikhail Shaidorov, vice-campeão mundial em 2025. Ele somou 291.58 pontos, garantindo a segunda medalha de ouro da história de seu país nos Jogos de Inverno. As medalhas de prata e bronze ficaram com os japoneses Yuma Kagiyama (280.06) e Shun Sato (274.90), respectivamente.
O risco do mortal ‘proibido’
O mortal para trás, manobra que rendeu a Ilia Malinin o apelido de ‘Mr. 720’ e que ele conseguiu executar com sucesso em competições, é conhecido por seu alto grau de dificuldade e risco. Embora a manobra não seja oficialmente proibida, sua execução é extremamente complexa e raramente tentada por patinadores, devido ao grande potencial de erros e lesões. A performance desta sexta-feira evidenciou a imprevisibilidade do esporte de alto rendimento, onde mesmo os favoritos podem enfrentar dias difíceis.





