Palmeiras rescinde contrato com Fictor
O Palmeiras anunciou nesta segunda-feira (2) a rescisão do contrato de patrocínio com o Grupo Fictor. A decisão ocorre após a empresa, que acumula R$ 4,2 bilhões em dívidas, solicitar recuperação judicial junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O clube, um dos credores da Fictor, se amparou no inadimplemento contratual e no pedido de recuperação para encerrar o acordo unilateralmente.
Valores e exposição da marca
O contrato, com duração de três anos, previa um pagamento anual de R$ 25 milhões pela Fictor ao Palmeiras, com potencial de alcançar R$ 30 milhões mediante o cumprimento de metas. A marca da empresa seria exibida na parte de trás do uniforme das equipes principal (masculina e feminina), além de ser propriedade máster e nas costas dos uniformes das categorias de base. O acordo também incluía os naming rights de um torneio sub-17 organizado pelo clube, a Copa Fictor, vencida pelo Palmeiras na última semana.
Dívida e próximos passos
Conforme declarado no pedido de recuperação judicial, a Fictor deve ao Palmeiras R$ 2,6 milhões, referentes à última parcela do patrocínio e bônus por resultados esportivos, com vencimento em janeiro. O clube paulista informou que estuda as medidas legais cabíveis para reaver os valores devidos. A Fictor Holding e Fictor Invest entraram com o pedido de proteção contra credores, que busca a suspensão e o bloqueio de dívidas por 180 dias, com o objetivo de quitar os débitos sem deságio, apenas negociando prazos.
Outros patrocínios e bloqueio judicial
O Grupo Fictor também patrocina a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), com um investimento previsto de R$ 21 milhões até março de 2029, e possui uma dívida de R$ 500 mil com a entidade. Recentemente, a desembargadora Maria Lúcia Pizzotti, do TJ-SP, determinou o bloqueio cautelar de R$ 150 milhões da Fictor, em um cenário de dificuldades financeiras que afeta diversas entidades esportivas patrocinadas pelo grupo.





