Ícone do site Dpsporte Aposte Aqui

Olimpíadas de Inverno 2026: Conheça Lucas Pinheiro, Nicole Silveira e Pat Burgener, os Atletas Brasileiros que Podem Fazer História e Conquistar a Inédita Primeira Medalha para o Brasil

Olimpíadas De Inverno 2026: Conheça Lucas Pinheiro, Nicole Silveira E Pat Burgener, Os Atletas Brasileiros Que Podem Fazer História E Conquistar A Inédita Primeira Medalha Para O Brasil

Olimpíadas De Inverno 2026: Conheça Lucas Pinheiro, Nicole Silveira E Pat Burgener, Os Atletas Brasileiros Que Podem Fazer História E Conquistar A Inédita Primeira Medalha Para O Brasil

Pela primeira vez em 34 anos de história nos Jogos Olímpicos de Inverno, o Brasil tem chances reais de subir ao pódio. A expectativa cresce para a edição de Milão-Cortina 2026, que acontecerá entre 6 e 22 de fevereiro, onde uma delegação recorde de 14 atletas representará o país. Três nomes se destacam como as principais apostas para essa conquista inédita: Lucas Pinheiro, no esqui alpino; Nicole Silveira, no skeleton; e Pat Burgener, no snowboard.

A participação brasileira em Jogos de Inverno começou em 1992, e desde então, o país busca sua primeira medalha. Com resultados consistentes na atual temporada e histórias de superação, Lucas, Nicole e Pat chegam com a promessa de fazer história e inspirar milhões de brasileiros a se conectar com os esportes de neve e gelo.

Lucas Pinheiro: A Promessa do Esqui Alpino que Lidera o Ranking Mundial

Nascido em Oslo, Noruega, filho de pai norueguês e mãe brasileira, Lucas Pinheiro, de 25 anos, é a maior aposta do Brasil. O esquiador atualmente lidera o ranking mundial de slalom, uma modalidade do esqui alpino. Em 2023, Lucas tomou a decisão de deixar de competir pela Noruega, onde já tinha sucesso, para defender as cores do Brasil. Sua motivação é clara: “É uma chance de trazer 200 milhões de pessoas para o esporte. Sempre vai vir um novo esquiador norueguês. Mas quantas pessoas já ouviram alguém esquiando a Copa do Mundo pelo Brasil? Ninguém, né? Essa chance para mim foi muito importante”, declarou na época em que ingressou no time brasileiro.

A estreia de Lucas sob a bandeira brasileira ocorreu em outubro de 2024, e desde então, ele tem acumulado resultados impressionantes. Conquistou cinco Top 5 consecutivos na atual temporada e, em janeiro, garantiu o segundo lugar em uma etapa da Copa do Mundo. Foi com ele que o hino do Brasil ressoou pela primeira vez na história em uma etapa de Copa do Mundo de esporte Olímpico de inverno, marcando um momento histórico. Apesar de ter começado a esquiar “tarde”, aos nove anos, a pedido do pai, seu talento foi evidente. Aos 14, já integrava a equipe de desenvolvimento da Noruega e, aos 16, foi registrado na Federação Internacional de Esqui e Snowboard (FIS) pelo país nórdico. Sua primeira medalha de ouro em Copa do Mundo veio na temporada 2020/2021, aos 20 anos. Ele chegou a competir em Beijing 2022, mas sem o resultado esperado.

Nicole Silveira: A Força do Skeleton com Bronze na Copa do Mundo

Com 31 anos e uma campanha consistente na temporada 2024/2025, Nicole Silveira chega aos Jogos de Inverno com a moral elevada após conquistar o bronze na etapa de St. Moritz da Copa do Mundo de Skeleton. “Essa medalha é muito importante para mim, porque mostra que tudo o que eu estou sacrificando e todo o esforço que estou fazendo é o caminho certo”, afirmou a atleta. A medalha de ouro nessa mesma etapa foi para a belga Kim Meylemans, esposa de Nicole. Desde 2023, as duas atletas dividem a mesma equipe técnica e a rotina de treinos, o que, segundo Nicole, fortalece a parceria.

Nascida em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, Nicole ingressou na modalidade por acaso. Mudou-se para o Canadá para estudar enfermagem e, durante um dia de trabalho, foi convidada por um ex-colega a integrar a equipe de Bobsled que buscava qualificação para os Jogos de 2018. Após uma temporada no bobsled, o presidente da Confederação Brasileira ofereceu-lhe a oportunidade de migrar para o skeleton. Atual número 10 do mundo no Skeleton, Nicole divide sua rotina de atleta de alto rendimento com a enfermagem, trabalhando em um hospital pediátrico durante a offseason para manter sua licença ativa. Inclusive, o símbolo da profissão médica adorna seu capacete de competição.

Pat Burgener: O Coração Brasileiro no Snowboard em Busca da Medalha Inédita

O snowboarder Pat Burgener, de 32 anos, é um dos mais novos brasileiros na delegação, tendo obtido a nacionalidade no início de 2025. Nascido em Lausanne, Suíça, com um português “arranhado”, ele tem o coração verde e amarelo. “Ver esse país é muito lindo, me deixa muito feliz por fazer essa transição”, disse o atleta ao Time Brasil. Suas raízes brasileiras vêm da mãe, uma libanesa que cresceu e viveu no Brasil até a década de 1960. Pat conta que cresceu com a “mentalidade do Brasil” e o “sangue quente” que o caracteriza.

Pat se dedicou ao snowboard desde muito jovem, largando a escola aos 13 anos para focar no esporte. Aos 14, já fazia parte da seleção suíça. Ele credita ao snowboard a descoberta de sua paixão na vida, ajudando-o a superar desafios como o diagnóstico de TDAH. Com dois bronzes em campeonatos mundiais, sua melhor colocação olímpica foi um quinto lugar em Pyeongchang 2018. Às vésperas de sua estreia pelo Brasil, Pat sofreu uma queda durante um treinamento na Suíça, necessitando de atendimento hospitalar, mas a Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN) confirmou que ele está bem e apto para disputar os Jogos. Seu objetivo é claro: “Quero trazer uma medalha olímpica porque não tenho uma medalha olímpica. E quero fazer mais, quero inspirar pessoas a seguir a sua paixão porque tive a sorte de seguir a minha paixão”, revela Pat.

Com a maior delegação da história e atletas de alto nível como Lucas, Nicole e Pat, o Brasil se prepara para viver momentos emocionantes em Milão-Cortina 2026. A esperança de uma medalha nos esportes de inverno nunca foi tão real, e a torcida brasileira estará atenta a cada descida, cada manobra e cada trajeto que pode levar o país a um pódio histórico.

Sair da versão mobile