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Empresário aponta ‘falta de humildade’ e conflito de gerações como entraves para o São Paulo virar SAF

Empresário Aponta ‘falta De Humildade’ E Conflito De Gerações Como Entraves Para O São Paulo Virar Saf

Obstáculos na política interna do Tricolor

A possibilidade de o São Paulo se tornar uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) esbarra em questões internas complexas, segundo Diego Fernandes, empresário do mercado financeiro e torcedor do clube. Em entrevista ao portal Arquibancada Tricolor, ele destacou que a implementação de um modelo de SAF enfrenta resistência devido a um “conflito de gerações” e uma “falta de humildade” por parte de membros do conselho atual.

“O que as pessoas não entenderam ainda, não tenho condição de apresentar proposta real pro São Paulo enquanto não entendermos que o São Paulo está disposto a mudar. Se você levar uma proposta de SAF hoje no São Paulo, essa proposta não vai passar. Primeiro tem conflito de gerações grandes, falta um pouco de humildade pras pessoas que estão hoje no conselho do clube”, explicou Fernandes.

Caminho alternativo para a SAF

Apesar dos desafios, Diego Fernandes não descarta a viabilidade da SAF no Tricolor, mas aponta para um caminho que contorne a resistência do conselho. Ele mencionou a possibilidade de os próprios sócios convocarem uma Assembleia Geral, caso 1/5 dos associados assim o façam, para deliberar sobre o tema SAF e a separação do clube social do futebol.

“Existe uma possibilidade de colocar a SAF de pé no São Paulo? Existe. Mas ela não passa pelo conselho, se pegar o estatuto, tem um artigo que os sócios podem convocar uma Assembleia Geral, desde que tenha 1/5 dos sócios. E nessa assembleia você pode pautar o tema SAF e separação clube social do futebol, esse é um caminho”, detalhou o empresário.

Visão de investimento, sem ambição política

Diego Fernandes ressaltou que não possui interesse em assumir a presidência do São Paulo ou participar ativamente da política do clube, citando sua agenda profissional e dedicação ao mercado financeiro, com frequentes viagens internacionais.

“Não tenho interesse de ser presidente do São Paulo, não tenho interesse em participar da política, nem tenho tempo pra isso. Trabalho com o mercado financeiro, tenho agenda extremamente complicada, fico mais fora do Brasil do que dentro”, afirmou. Contudo, ele vê o clube como um “ativo” e um potencial de investimento, acreditando ser possível contribuir para o seu desenvolvimento.

“Ter um cargo dentro do São Paulo requer dedicação e empenho. Não é esse momento da minha vida. Mas, enxergo o São Paulo como ativo, um investidor que quer ajudar o São Paulo e entendo que é possível fazer isso”, concluiu.

Próximo compromisso do Tricolor

Enquanto as discussões sobre o futuro administrativo se desenrolam, o São Paulo se prepara para seu próximo desafio em campo. O Tricolor Paulista volta a campo nesta quarta-feira, 4, para enfrentar o Santos, na Vila Belmiro, em clássico válido pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, com início previsto para às 20h (de Brasília).

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