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Do flash nos goleiros à terra nos olhos: a persistente história da trapaça no futebol

Do Flash Nos Goleiros à Terra Nos Olhos: A Persistente História Da Trapaça No Futebol

Do Flash Nos Goleiros à Terra Nos Olhos: A Persistente História Da Trapaça No Futebol

O Legado da Trapaça no Futebol

A história do futebol é marcada por momentos memoráveis, mas também por artimanhas que beiram a deslealdade. Desde os anos 1960, repórteres fotográficos utilizavam flashes para cegar goleiros e zagueiros durante cobranças de escanteio, facilitando gols para a equipe da casa. Treinadores também recorriam a táticas inusitadas, como João Avelino, que adaptava a altura do travessão em equipes menores para dificultar o ataque adversário. O atacante Duílio, ídolo do Coritiba nas décadas de 1950 e 1960, é lembrado por gols de escanteio onde companheiros jogavam terra nos olhos do goleiro. Mais recentemente, Carlos Bilardo, técnico da Argentina campeã do mundo em 1986, é acusado de usar agulhas para espetar adversários.

O Caso Andreas Pereira e a Terra na Marca do Pênalti

A recente atitude de Andreas Pereira, que cavou a marca do pênalti em Itaquera, evoca episódios passados, como o do vascaíno Fidélis antes do milésimo gol de Pelé em 1969. Essas ações, consideradas condenáveis, contrastam com a memória seletiva que muitas vezes prioriza o negativo. Em ambientes online, a crítica severa é a norma, tanto para figuras públicas quanto para personalidades do esporte.

O Exemplo de Alisson Safira: Fair Play em Campo

Em contrapartida à cultura da trapaça, emerge o exemplo de Alisson Safira, atacante do Juventude. Durante uma partida contra o São José pelo Campeonato Gaúcho, Safira parou um lance de ataque promissor ao perceber que o zagueiro adversário Diney havia se lesionado. Mesmo com seu time perdendo, o jogador demonstrou empatia e profissionalismo. “É um companheiro de profissão, né? O que fiz foi o que eu gostaria que fizessem comigo. Foi assim que eu aprendi em casa. Não pensei em resultado. Só no lado humano”, declarou Safira.

A Repercussão da Atitude de Safira

Apesar da nobreza de seu gesto, Alisson Safira recebeu mais críticas do que elogios. Sua ação, embora louvável, foi menos comentada e mais questionada do que merecia, em parte por ocorrer em um jogo de menor visibilidade e por ir contra o que muitos consideram o padrão em nossos campos de “ferro-play”. Em uma partida onde o adversário abusava da cera e simulações, a atitude de Safira se destacou como um raro ato de integridade. O Juventude, aliás, virou o jogo e avançou às semifinais.

A Necessidade de Praticar o Certo

Não se pode exigir fair play, mas é possível torcer para que mais jogadores como Alisson Safira tenham a coragem de fazer o que é certo, mesmo em um mundo onde o fim muitas vezes parece justificar os meios. A atitude de cavar o próprio buraco, literalmente ou metaforicamente, e de justificar atitudes questionáveis com argumentos rasos, parece dominar o cenário. A esperança reside em atos de humanidade e respeito que, embora menos comentados, são fundamentais para a essência do esporte.

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