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Curling: Por que o esporte quase não tem árbitro e o caso de trapaça que agitou Milão-Cortina

Curling: Por Que O Esporte Quase Não Tem árbitro E O Caso De Trapaça Que Agitou Milão Cortina

Curling: Por Que O Esporte Quase Não Tem árbitro E O Caso De Trapaça Que Agitou Milão Cortina

A tradição de autopoliciamento no gelo

O curling, conhecido por sua forte ênfase na etiqueta e na honestidade de seus praticantes, viu sua principal característica ser posta à prova durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina. Em um esporte onde a confiança mútua é a base, um incidente envolvendo o canadense Marc Kennedy levantou debates sobre a necessidade de maior fiscalização.

Acusação de infração e a resposta do atleta

Durante uma partida entre Canadá e Suécia, Marc Kennedy foi acusado de cometer uma infração ao tocar na pedra de granito após o lançamento, uma ação não permitida pelas regras. Embora o Canadá tenha vencido o confronto por 8 a 6, a polêmica ganhou força após o próprio Kennedy admitir a possibilidade de ter cometido “pequenas infrações ao regulamento”. A situação se agravou quando o time suíço também acusou o canadense de trapaça, gerando um desabafo de Kennedy, que se sentiu injustamente apontado após anos de carreira.

Mudança de protocolo e o debate sobre tecnologia

Em resposta à controvérsia, a World Curling, órgão máximo do esporte, anunciou uma alteração em seu protocolo de arbitragem. A partir de então, em caso de notificação de infração por uma equipe adversária, os árbitros passarão a monitorar os lançamentos de uma equipe durante três entradas. A discussão sobre a modernização do esporte também ganhou espaço, com atletas como o britânico Hammy McMillan Jr. defendendo a implementação de tecnologias como o VAR ou o Hawk-Eye, com um número limitado de desafios por equipe, para aumentar a precisão das decisões e garantir a integridade das competições.

O papel tradicional dos árbitros no curling

Historicamente, o curling opera com uma intervenção mínima de árbitros. A responsabilidade de monitorar as jogadas, computar os pontos e até mesmo confessar irregularidades recai sobre os próprios jogadores na pista. Os juízes geralmente entram em ação apenas em situações que exigem medições precisas, como o uso de um compasso para determinar a proximidade das pedras e, consequentemente, a pontuação de cada entrada. A recente polêmica, no entanto, sugere que essa tradição pode estar em xeque.

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