Ícone do site Dpsporte Aposte Aqui

2025/12 — Michael Jordan Revoluciona NASCAR: Criação do Primeiro Sistema de Franquias Impulsionada por Processo Antitruste

2025/12 — Michael Jordan Revoluciona Nascar: Criação Do Primeiro Sistema De Franquias Impulsionada Por Processo Antitruste

2025/12 — Michael Jordan Revoluciona Nascar: Criação Do Primeiro Sistema De Franquias Impulsionada Por Processo Antitruste

Michael Jordan, um ícone inquestionável das quadras de basquete, agora marca seu nome de forma indelével no mundo do automobilismo. Sua equipe, a 23XI Racing, liderou um processo antitruste contra a NASCAR que resultou na mais profunda transformação estrutural da história da categoria: a implementação de um sistema de franquias, similar aos modelos da NBA, NFL e MLB.

Do Tribunal para o Asfalto: A Estratégia de Jordan Contra o ‘Sistema

A disputa começou com um processo antitruste movido pela 23XI Racing e a Front Row Motorsports, alegando práticas monopolistas por parte da NASCAR. No entanto, foi a presença midiática de Michael Jordan e o poder financeiro de sua equipe que transformaram uma questão contratual em um embate de relações públicas de grande escala. A narrativa pública se cristalizou em torno da figura de Jordan contra o que era percebido como um sistema arraigado e fechado, controlado pela família France, proprietária da categoria.

Curtis Polk, sócio e gestor financeiro de Jordan, foi o cérebro por trás da operação. Com uma mentalidade de proprietário de franquia da NBA, Polk navegou pela estrutura mais tradicional da NASCAR, aplicando estratégias que a liga não estava preparada para enfrentar. A dupla deixou claro desde o início que o objetivo era fortalecer a NASCAR através de uma parceria genuína, e não por submissão, mesmo que isso significasse arriscar a própria existência da equipe.

O Fim da Incerteza: Licenças Permanentes Transformam o Investimento

A principal conquista do acordo é a instituição das ‘evergreen charters’, licenças permanentes que conferem às equipes um status de franquia. Anteriormente, as equipes operavam com licenças temporárias, atreladas aos contratos de TV. Essa instabilidade criava um risco existencial para os investidores, pois o valor de suas equipes poderia desaparecer da noite para o dia caso a NASCAR decidisse não renovar as licenças. Essa volatilidade afastava o capital, que via a NASCAR como um investimento de alto risco.

Com as licenças permanentes, o mercado financeiro reage positivamente. A garantia de perenidade e participação nas receitas, antes incerta, agora se solidifica. As equipes, que antes eram avaliadas entre US$ 20 e US$ 40 milhões, agora devem ver seus valores de mercado saltarem para cerca de US$ 100 milhões, com potencial de dobrar no médio prazo. Essa mudança atrai um novo perfil de investidor, mais confiante na estabilidade e no potencial de crescimento da categoria.

Novas Regras de Governança e Participação nos Lucros

Além da propriedade, Jordan e Polk asseguraram mecanismos de governança inéditos. A ‘Regra dos 5 Strikes’ é um exemplo notável: se a NASCAR impor mudanças regulatórias que custem mais de US$ 500 mil por carro sem a aprovação das equipes, isso conta como um ‘strike’. Cinco strikes anulam a cláusula de exclusividade, permitindo que as equipes criem ligas rivais. Outra vitória importante é a participação das equipes em novas receitas, como 33% dos ganhos de propriedade intelectual e uma fatia dos direitos internacionais de mídia.

A família France, em contrapartida, garantiu um upside futuro ao elevar a taxa de transferência sobre a venda de equipes de 2% para 10%. Essa mudança alinha os interesses, pois a NASCAR agora lucra com a valorização das equipes. Embora o repasse anual de TV tenha ficado em US$ 431 milhões, aquém dos US$ 720 milhões pleiteados pelas equipes, a estratégia de Jordan foca claramente no longo prazo, trocando liquidez imediata pela multiplicação de patrimônio.

Um Novo Capítulo para a NASCAR: Modernização Forçada

Michael Jordan não quebrou o monopólio da NASCAR, mas o modernizou à força. A categoria deixa de ser um feudo familiar para se tornar um ecossistema de franquias onde a propriedade é respeitada. Jim France, CEO da empresa, enfrenta agora um cenário onde seu poder absoluto é diluído. Com a imagem arranhada e a competência questionada, a família France mantém o comando, mas sob vigilância e com deveres ampliados.

Jordan, já uma lenda da NBA, consolida seu status como um ídolo e uma lenda do automobilismo americano, provando que sua influência transcende as quadras e impacta profundamente o mundo dos negócios e do esporte, mesmo sem nunca ter pilotado em uma corrida.

Sair da versão mobile