Lucas Braathen garante segundo lugar em etapa da Copa do Mundo de Esqui Alpino
Lucas Pinheiro Braathen conquistou a medalha de prata na etapa de Alta Badia, na Itália, da Copa do Mundo de slalom gigante neste domingo (22). O esquiador, nascido na Noruega e que compete pelo Brasil desde maio de 2024, ficou a apenas 0s18 do austríaco Marco Schwarz, vencedor da prova.
Este foi o sétimo pódio de Braathen defendendo as cores brasileiras, sendo o terceiro no slalom gigante, modalidade que não é sua especialidade principal. Anteriormente, ele já havia conquistado a prata em Beaver Creek (EUA) e Kranjska Gora (Eslovênia). Em sua especialidade, o slalom, Braathen acumula um ouro em Levi (Finlândia), uma prata em Adelboden (Suíça) e dois bronzes em Kitzbühel (Áustria) e Hafjell (Noruega), todos conquistados ainda em 2024.
Estratégia e ascensão no ranking
Após terminar a primeira descida em quinto lugar, Braathen apresentou uma performance estratégica na segunda tentativa, alcançando o sexto melhor tempo e garantindo um lugar no pódio. Marco Schwarz, com um tempo total de 2min35s02, celebrou sua sexta vitória nas últimas sete provas no clássico percurso Gran Risa. O também austríaco Stefan Brennsteiner completou o pódio em terceiro.
Com este resultado, o esquiador de 25 anos subiu da nona para a sexta posição no ranking mundial de slalom gigante.
Foco na próxima etapa e Jogos de Inverno
Braathen volta à pista em Alta Badia nesta segunda-feira (23) para disputar a etapa de slalom, onde atualmente ocupa a terceira posição na Copa do Mundo. Ele está atrás do norueguês Timon Haugan e do francês Paco Rassat. As provas estão marcadas para as 6h e 9h30 (horário de Brasília).
O atleta é a principal esperança do Brasil de conquistar uma inédita medalha nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina 2026.
De volta ao Brasil e inspirações multiculturais
Lucas Braathen, que nasceu em Oslo, na Noruega, naturalizou-se brasileiro em maio de 2024 após desentendimentos com a Federação Norueguesa de Esqui por direitos de imagem. Sua mãe, Alessandra, é brasileira, e ele passou parte da infância e adolescência em São Paulo e Campinas, onde desenvolveu paixão pela cultura do Brasil, incluindo o futebol.
O esquiador, comparado ao jogador de futebol Erling Haaland, busca trazer a “atmosfera” e o “jeito brasileiro” para o esqui de inverno, inspirando-se não apenas em outros atletas, mas também em artistas e jogadores de futebol como Ronaldinho, Neymar e Ronaldo Fenômeno.





