Um dia após o Clube de Regatas do Flamengo anunciar o encerramento de suas atividades de canoagem e remo paralímpico, o campeão olímpico Isaquias Queiroz, um dos maiores nomes do esporte brasileiro, utilizou suas redes sociais para expressar um emocionante agradecimento ao clube e à torcida rubro-negra. Com a voz um pouco debilitada por um resfriado, o medalhista destacou a “oportunidade incrível” de ter representado o Fla.
Gratidão e a conexão com o Rubro-Negro
A mensagem de Isaquias Queiroz foi carregada de carinho e reconhecimento. “Salve, salve torcida rubro-negra, salve, salve todo o Brasil”, iniciou o canoísta em seu vídeo. Ele fez questão de ressaltar a importância de sua passagem pelo Flamengo, clube ao qual chegou pela primeira vez em 2011. “Não podia deixar de vir aqui falar com vocês. Passando na verdade para fazer um agradecimento especial ao Clube de Regatas do Flamengo pela oportunidade de ter feito parte dessa torcida incrível, desse clube incrível”, declarou o atleta, atualmente em Lagoa Santa (MG), onde já retomou os treinos.
Da pequena Ubaitaba ao cenário global
O campeão olímpico de C-1 1000m em Tóquio 2020 e detentor de outras quatro medalhas olímpicas (três de prata e uma de bronze) relembrou sua origem humilde e o impacto do Flamengo em sua trajetória. “Estou muito feliz de ter saído lá da Bahia, do Sul da Bahia, de uma cidadezinha pequena, Ubaitaba, em uma modalidade que ninguém conhecia e ter representado o Clube de Regatas do Flamengo no campeonato nacional, no Mundial, isso para mim foi incrível”, afirmou. Isaquias também fez questão de agradecer a toda a diretoria e aos colegas de equipe, tanto da canoagem quanto do remo: “sempre fui bem tratado. Aos atletas, ao pessoal do remo ali, onde chego e sou bem tratado, me sinto em casa.”
Outros nomes impactados pela decisão do clube
A decisão do Flamengo de encerrar as modalidades não afetou apenas Isaquias Queiroz. Além do principal canoísta do país, outros atletas da canoagem também foram dispensados: Gabriel Assunção, Mateus dos Santos, Valdenice do Nascimento e Roberto Maehler. O clube rubro-negro também optou por finalizar as atividades do remo paralímpico, impactando Michel Pessanha, Gessyca Guerra, Diana Barcellos e Valdenir Junior. A medida representa um ponto final na história dessas modalidades dentro do tradicional clube carioca, gerando reflexões sobre o apoio ao esporte olímpico e paralímpico no Brasil.





