Do Vertical ao Park: A Evolução de um Fenômeno
Gui Khury, de apenas 17 anos, é um nome que ressoa cada vez mais alto no universo do skate. Desde os seis anos, o curitibano demonstra um talento excepcional, quebrando recordes e impressionando lendas. Em 2025, ele se tornou o primeiro skatista a executar a manobra 900 em uma competição de park e alcançou a nota máxima histórica em um campeonato de vertical, um 99, superando o icônico Bob Burnquist. Essas conquistas, que por si só já seriam suficientes para marcar uma carreira, foram apenas parte de um ano de consolidação para o jovem atleta.
O Selo de Aprovação de Tony Hawk: O Pro-Model Inesquecível
O ápice da jornada de Gui Khury em 2025, no entanto, foi receber das mãos de seu ídolo, Tony Hawk, seu primeiro modelo próprio de shape. O momento, guardado em segredo pela equipe, aconteceu durante os treinos para o X-Games de Salt Lake City e representou para Gui muito mais do que qualquer troféu. O pro-model, um produto assinado em nome do atleta por uma marca, é um rito de passagem no skate, conferindo identidade e gerando royalties. Para Gui, ter seu nome ligado à Birdhouse, a marca de Tony Hawk, é a prova de que um sonho se tornou realidade, especialmente por ser um brasileiro em uma empresa estrangeira.
Recordes e Adaptação: A Trajetória Ascendente
A ascensão de Gui Khury não é obra do acaso. Sua história é marcada por feitos pioneiros desde a infância: aos seis anos, foi o mais jovem a acertar um aéreo de 540 graus, seguido por um 720 aos sete. Aos oito, repetiu o feito de Tony Hawk ao ser o mais novo a completar um 900, manobra que exige dois giros e meio no ar. Aos 11, o prodígio alcançou o 1080, três giros completos, na modalidade vertical. Contudo, visando uma vaga olímpica, modalidade que não inclui o vertical, Gui dedicou-se ao park, adaptando-se rapidamente e provando seu valor com o histórico 900 em competição e a medalha de bronze no Mundial.
Crescimento Físico e Mental: O Novo Gui Khury
O ano de 2025 também foi de transformações físicas para Gui. Seu crescimento em estatura e força o permitiu desenvolver um estilo de skate mais maduro e potente, especialmente no park. “Meu rolê era de criança, agora é de homem”, afirma, explicando como a nova estrutura corporal e a mente estratégica para fluir pelas pistas contribuíram para seu desempenho. O aprendizado com outros talentos curitibanos, como os medalhistas olímpicos Japinha e Luigi Cini, também foi crucial para essa evolução, moldando seu estilo e aprimorando suas manobras.
O Sonho Olímpico e o Lobby por Novas Modalidades
Apesar de ter se destacado no park, o sonho olímpico de Gui Khury ainda passa pelo vertical. Embora a modalidade não esteja no programa de Los Angeles 2028, Tony Hawk está empenhado em articular uma demonstração em território californiano, visando sua inclusão futura nos Jogos de Brisbane 2032. Gui se mostra otimista, acreditando que sua evolução constante o coloca em uma posição promissora para futuras edições olímpicas, alimentando a esperança de ver o vertical ganhar seu espaço nas competições mais importantes do esporte mundial.