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Gramados sintéticos invadem Centros de Treinamento no Brasil: Saiba quais times já aderiram e os planos futuros

Gramados Sintéticos Invadem Centros De Treinamento No Brasil: Saiba Quais Times Já Aderiram E Os Planos Futuros

A ascensão da grama artificial nos CTs brasileiros

A grama sintética tem se tornado uma presença cada vez mais marcante nos Centros de Treinamento (CTs) de clubes de futebol no Brasil. Apesar de ainda gerar debates entre jogadores e dirigentes, a tendência de adoção do piso artificial é clara. A partir de 2026, um número recorde de seis times da Série A do Campeonato Brasileiro optará pelo gramado sintético em seus jogos como mandante. Essa realidade se estende também para os CTs, onde a artificialidade avança a passos largos.

Expansão e adesão dos clubes

Atualmente, 22 dos 40 clubes que disputam as Séries A e B do Brasileirão contam com campos alternativos de grama sintética. A lista de adeptos tende a crescer, com Botafogo, Athletic, Ferroviária e Paysandu em processo de construção de novas instalações com o piso artificial. Na elite do futebol nacional, apenas Internacional e Vasco da Gama ainda não implementaram a grama sintética em seus CTs.

Exemplos de ponta e certificações de qualidade

Clubes como o Juventude e o Santos inauguraram recentemente campos sintéticos de última geração. O Juventude, em Caxias do Sul, possui um campo com certificação FIFA Quality Pro, disponível para as categorias de base e o elenco principal. O presidente do clube, Fábio Pizzamiglio, destacou o investimento como um “passo fundamental em nosso processo de crescimento estrutural”. O Santos, por sua vez, finalizou a instalação de um gramado com o selo FIFA Quality Pro, visando a adaptação dos atletas a jogos em pisos sintéticos. Marcelo Teixeira, presidente do Santos, ressaltou a importância do investimento para “valorizarmos nosso patrimônio e para que possamos oferecer à comissão técnica e aos jogadores condições de desenvolverem todas as nossas atividades com a melhor tecnologia disponível”.

Na Série B, o Cuiabá também aderiu à tecnologia, com um campo sintético FIFA Quality Pro no CT Manoel Dresch, idêntico a um dos utilizados pelo Chelsea. Cristiano Dresch, presidente do clube, afirmou que o novo campo “amplia nossa capacidade de treinamentos e nos ajudará a nos adequarmos a alguns tipos de pisos utilizados em alguns estádios do Brasil”. O Botafogo-SP também inaugurou um campo sintético em sua nova academia de base, com o selo FIFA Quality Pro.

Vantagens e debates sobre a grama sintética

Sergio Schildt, presidente da Recoma, empresa especializada em infraestrutura esportiva, aponta a grama sintética como uma solução viável devido a questões climáticas e menor custo de manutenção em comparação com a grama natural, que pode ser até dez vezes mais cara de manter. Ele ressalta que gramados sintéticos de alto padrão possuem características comparáveis aos naturais, comprovadas por testes rigorosos.

No entanto, a Europa apresenta um cenário diferente, com uma campanha crescente para restringir o uso do gramado sintético. A Holanda já proibiu jogos em campos 100% artificiais após reclamações de jogadores sobre a rolagem da bola e o risco de lesões. As principais ligas europeias, como Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha, França e Portugal, não sediam partidas em estádios com grama totalmente sintética. Um exemplo em contrário é o Young Boys da Suíça, que utiliza grama sintética em seu estádio devido às condições climáticas adversas.

Impacto no desempenho e recuperação dos atletas

Especialistas apontam que a grama sintética pode influenciar o desempenho físico dos atletas. Pesquisas recentes indicam que jogadores em gramados sintéticos percorrem distâncias maiores e realizam mais sprints, acelerações e desacelerações. Fabrício Rapello, fisioterapeuta esportivo, sugere que as comissões técnicas e preparadores físicos planejem treinos adequados para suportar essa maior demanda física inerente aos jogos em gramados sintéticos.

Clubes com gramado sintético em CTs (atualizado):

Atualmente com campo sintético em CT: Atlético-MG, Bahia, Ceará, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Grêmio, Juventude, Mirassol, Palmeiras, Red Bull Bragantino, Santos, São Paulo, Sport, Vitória, Athletico Paranaense, Avaí, Botafogo-SP, CRB, Coritiba e Cuiabá.

Clubes com campo sintético em construção no CT: Botafogo, Athletic, Ferroviária e Paysandu.

Clubes sem campo sintético em CT (principais citados): Internacional e Vasco. Outros clubes mencionados sem gramado sintético em CT incluem Amazonas, América-MG, Atlético-GO, Chapecoense, Criciúma, Goiás, Novorizontino, Operário, Remo, Vila Nova e Volta Redonda.

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