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Fredy, Capitão de Angola, Abre o Jogo: ‘Messi é Arte’, a Emoção da CAN e o Sonho Inédito dos Palancas Negras

Fredy, Capitão De Angola, Abre O Jogo: ‘messi é Arte’, A Emoção Da Can E O Sonho Inédito Dos Palancas Negras

Fredy, Capitão De Angola, Abre O Jogo: ‘messi é Arte’, A Emoção Da Can E O Sonho Inédito Dos Palancas Negras

A paixão pelo futebol e o orgulho de representar Angola movem Fredy, o capitão dos Palancas Negras. Em uma conversa exclusiva, o meio-campista não apenas revisitou o memorável encontro com a Argentina de Lionel Messi, mas também projetou as expectativas para a próxima Copa Africana de Nações (CAN), que ele encara como sua despedida do torneio continental. Uma jornada de resiliência, amor à pátria e a busca por um feito inédito para o futebol angolano.

O Momento Eterno com Messi e a Argentina

O recente confronto contra a Argentina, campeã mundial, foi muito além de um simples amistoso para a seleção angolana. Celebrando os 50 anos de independência do país, o jogo proporcionou um palco de festa e a oportunidade de apresentar o trabalho do novo técnico Patrice Beaumelle. Para Fredy, jogar contra Lionel Messi foi um privilégio único e inesquecível. “Ter o privilégio de defrontar o campeão do mundo e jogar contra o Messi, um jogador que já provou ser um dos melhores – na minha opinião, o melhor que vi jogar – foi único. Ficará para sempre nas nossas memórias”, declarou o capitão.

Fredy descreveu Messi não apenas como um jogador, mas como “arte” em campo, destacando a extraordinária capacidade do craque. O momento mais aguardado, a troca de camisas, concretizou-se com a humildade do argentino, que se mostrou “super aberto e disponível”. A camisa, agora “guardada a sete chaves”, é uma recordação especial, especialmente para seus filhos, que ficaram radiantes ao vê-la. Fredy também ressaltou a postura serena de Messi durante a partida, que, apesar de alguns adversários mais “implicativos”, manteve-se tranquilo e sorridente.

Apesar do adversário de peso, Angola mostrou uma “imagem muito positiva”, com a resposta em campo sendo reconhecida pelos próprios jogadores e treinador da Argentina. Este desempenho foi um sinal encorajador na assimilação das ideias do novo comandante, sucedendo o trabalho de Pedro Gonçalves, e reforça a confiança para os desafios futuros.

A Fervorosa Paixão da CAN e o Sonho das Semifinais

A Copa Africana de Nações é, para Fredy, uma das competições continentais mais intensas e apaixonantes do mundo. “Nós, povo africano, temos uma forma muito intensa de viver a felicidade e os grandes momentos. Somos emotivos, vibrantes, e a CAN carrega tudo isso: festa, alegria e uma paixão incrível”, descreveu. Ele prevê uma edição espetacular em Marrocos, destacando a organização impecável da última CAN na Costa do Marfim, que deu “todas as condições para estarmos focados apenas no campo”. As expectativas para Marrocos são ainda maiores, dado o desenvolvimento do país em infraestruturas e a fervorosa cultura futebolística marroquina, que atrairá olhares de todo o mundo, inclusive da Europa, pela proximidade geográfica.

Após igualar o melhor desempenho de Angola na última edição, chegando às quartas de final (eliminada pela Nigéria), o capitão eleva a barra para o próximo torneio. “Neste momento, o nosso grande objetivo é tentar chegar às meias-finais. E, chegando lá, o terceiro ou quarto lugar já está garantido. Mas chegar à final seria algo inédito e absolutamente fantástico de ver”, sonhou.

O grupo de Angola, com África do Sul, Zimbabué e Egito, é considerado “bastante difícil” e um dos mais equilibrados da competição, exigindo 100% de foco para superar a fase de grupos. Quanto aos favoritos ao título, Fredy aponta Marrocos como “claramente a grande favorita”, não só por jogar em casa, mas pela qualidade do elenco e campanha recente. Outros candidatos fortes incluem Senegal, Costa do Marfim (atual campeã), Nigéria, Tunísia, Egito (com Salah), Argélia e Congo.

Os Diamantes de Angola: Gelson Dala, Mabululu e a Promessa Zini

Ao falar dos talentos angolanos, Fredy não hesita em destacar Gelson Dala como a principal referência e, em sua opinião, “o melhor jogador angolano de todos os tempos”, respeitando a história de outros atletas. Mabululu, que teve uma performance extraordinária na última CAN, também é lembrado por seu forte faro de gol. A grande aposta para ser um “diamante ainda por lapidar” é Zini, um “miúdo muito especial e com um talento enorme”, cuja recuperação de lesão é aguardada com expectativa para a competição, podendo ser uma das grandes surpresas.

O Legado de um Capitão: Despedida da CAN e o Futuro dos Palancas Negras

Com sua primeira internacionalização em 2014, Fredy acumula onze anos de serviço aos Palancas Negras, uma jornada marcada por “muita resiliência” e “muito amor à pátria”. Ele recorda os desafios iniciais e as “situações menos boas” na federação, compartilhando histórias com o companheiro Buatu sobre as dificuldades superadas. “Imagina aquilo que já passámos, todas as dificuldades… e hoje conseguimos chegar onde estamos”, relembrou, enfatizando a determinação em buscar ainda mais.

Esta será sua última participação na CAN, um momento que ele tenta viver intensamente, focando nos jogos e desfrutando de cada instante. “Sinto que já transmiti muito do que é jogar pela seleção, do que é viver a camisola nacional e representar o país”, refletiu, consciente da chegada de novos talentos e da necessidade de “passar o testemunho”. Ele está mentalizado para este “último capítulo”, sabendo que, em campo, leva “milhões de angolanos” consigo.

Olhando para o futuro da seleção, o capitão reconhece que ainda há um longo caminho a ser percorrido para que as coisas melhorem verdadeiramente, mas vê “passos muito positivos” na nova liderança da federação. Ele acredita na capacidade e ambição da nova direção, mas enfatiza a importância da organização: “Mesmo com muitos recursos ou com poucos, se não houver organização, será sempre difícil. Mas, se tudo for bem estruturado, o futuro da seleção será muito bom.”

Para o povo angolano, Fredy deixa uma mensagem de união e fé, reforçando o lema do hino nacional: “Continuem a acreditar em nós e a apoiar-nos, porque juntos somos mais fortes. Como diz o nosso Hino: ‘Pátria unida jamais será vencida’. É fundamental sentirmos o apoio do povo, mesmo nos momentos menos bons. Com essa força extra, conseguimos sempre dar um pouco mais.” A promessa é clara: a seleção angolana dará tudo para proporcionar alegrias, pois as vitórias em campo são também as vitórias de todos os angolanos.

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