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Fim da Era Freelancer: CBF Anuncia Profissionalização Histórica da Arbitragem no Futebol Brasileiro com Contratos Fixos e R$ 195 Milhões em Investimento

Fim Da Era Freelancer: Cbf Anuncia Profissionalização Histórica Da Arbitragem No Futebol Brasileiro Com Contratos Fixos E R$ 195 Milhões Em Investimento

Fim Da Era Freelancer: Cbf Anuncia Profissionalização Histórica Da Arbitragem No Futebol Brasileiro Com Contratos Fixos E R$ 195 Milhões Em Investimento

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deu um passo histórico para o futebol nacional ao lançar, nesta terça-feira (27), o primeiro programa de profissionalização da arbitragem. A medida inova ao prever a contratação, por temporada, de equipes fixas de árbitros para atuar nas partidas profissionais do Campeonato Brasileiro da Série A, marcando uma mudança significativa no status desses profissionais.

Um Novo Modelo de Remuneração e Dedicação

Sob o novo modelo, os árbitros serão remunerados com salários mensais, taxas variáveis e bônus por performance, incentivando o alto desempenho. Embora não haja a exigência de exclusividade, os profissionais deverão dedicar-se prioritariamente à atividade. Além da remuneração, o programa garante apoio técnico, psicológico e preparação física, pilares essenciais para a melhoria contínua da performance em campo.

O presidente da CBF, Samir Xaud, destacou a importância da iniciativa. “É um movimento que segue as melhores práticas de outras grandes federações do mundo. Mais uma pauta que precisava ser estudada e discutida com todos os setores do futebol e implementada com firmeza, mas que estava adormecida na CBF”, afirmou durante o evento de lançamento no Rio de Janeiro.

Investimento em Qualidade e Desempenho

Ao todo, 72 profissionais foram contratados: 20 árbitros centrais (sendo 11 do quadro da FIFA), 40 assistentes (20 da FIFA) e 12 árbitros de vídeo (VAR), todos credenciados na FIFA. Ao final de cada ano, um sistema de rebaixamento e promoção garantirá a meritocracia, com a saída de pelo menos dois profissionais de cada função e a ascensão de outros que se destacaram.

Samir Xaud criticou a situação anterior, onde árbitros viviam “na periferia das atenções da CBF, só ganhando relevância quando cometiam erros”. Ele ressaltou as falhas passadas: “faltava apoio, faltava investimento, preparo físico, faltava instrução técnica, faltava tranquilidade financeira, faltava apoio psicológico, tecnologia, faltava saúde e faltava uma trilha de desenvolvimento. Não mais”, garantiu.

Avaliação Sistemática e Apoio Multidisciplinar

Os 72 árbitros serão avaliados sistematicamente por observadores e uma comissão técnica contratada pela CBF. Receberão notas baseadas em controle de jogo, aplicação das regras, desempenho físico e clareza na comunicação, integrando um ranking atualizado a cada rodada. Planos individualizados, rotina semanal de treinos e monitoramento tecnológico serão implementados, com suporte em saúde que inclui preparador físico, fisioterapeuta, nutricionista e psicólogo.

Colaboração e Futuro da Iniciativa

O programa foi desenvolvido ao longo do ano passado por um grupo de trabalho liderado por Netto Góes, Helder Melillo e Davi Feques, contando com a participação de 38 clubes das Séries A e B, consultores internacionais, árbitros, federações e associações, garantindo uma abordagem abrangente e consensual. Oficialmente, o novo programa terá início em março, com um investimento total de R$ 195 milhões para os biênios de 2026 e 2027, consolidando um novo patamar para a arbitragem brasileira.

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