Da frustração à redenção: o recomeço no Corinthians
Em abril, Dorival Júnior desembarcava no Corinthians com um peso nas costas: a recente demissão da Seleção Brasileira. A saída, ocorrida um mês antes, gerou questionamentos sobre seu trabalho e intensificou um debate sobre a valorização de técnicos brasileiros, culminando na inédita escolha da CBF pelo italiano Carlo Ancelotti. Na época, Dorival admitiu a frustração: “Ficou. Me preparei para estar lá e vivenciar momento como esse, mas tudo bem, estou recuperado, em condições para estar aqui no Corinthians em condições de desenvolver o meu melhor.”
Um ano de reviravoltas e a busca pelo tetra
Contudo, o mesmo ano que viu o sonho na Seleção se encerrar, pode coroar Dorival com um título expressivo: a Copa do Brasil. Mesmo com o Corinthians atravessando turbulências internas, o treinador tem a oportunidade de conquistar o torneio pela quarta vez em sua carreira. Ele já ergueu a taça em 2010 (Santos), 2022 (Flamengo) e 2023 (São Paulo).
Igualando Felipão e defendendo o profissional brasileiro
O objetivo de Dorival é alcançar a marca de Luiz Felipe Scolari, o Felipão, único técnico com mais títulos da Copa do Brasil (1991 pelo Criciúma, 1994 pelo Grêmio e 1988 e 2012 pelo Palmeiras). A conquista também seria a quarta do Corinthians na competição, igualando o rival Palmeiras. Em meio a essa jornada, Dorival aproveita para desabafar sobre a desvalorização do profissional brasileiro: “Espero respeito maior da imprensa de modo geral. Não tenho conflito com ninguém. Mas há um processo de desrespeito muito grande a todos os profissionais da minha área. Isso é lamentável, pois estamos perdendo muitos profissionais, muitos estão ficando no meio do caminho desnecessariamente… eu espero que voltemos a acreditar um pouco mais no profissional brasileiro.”
O caminho para a glória
O desafio alvinegro na Copa do Brasil começa nesta quarta-feira (17), na Neo Química Arena, contra o Vasco. A decisão do título acontecerá no Rio de Janeiro, no domingo (21). Dorival, que já demonstrou sua competência em jogos de mata-mata com a conquista da Libertadores de 2022 pelo Flamengo, busca coroar sua reconstrução pessoal e profissional com mais um troféu histórico.