A instabilidade política no São Paulo Futebol Clube atingiu um novo patamar nesta terça-feira. Em meio a investigações sobre possíveis irregularidades em negociações de jogadores e denúncias de comercialização indevida de ingressos para shows no MorumBis, conselheiros do clube formalizaram um pedido de impeachment contra o presidente Julio Casares, intensificando a tensão nos bastidores do Morumbi.
Suspeitas Agravam a Crise: Negociações e Ingressos
As acusações que motivaram o pedido de afastamento de Casares são duplas. Um inquérito apura supostas irregularidades na venda de atletas, enquanto uma denúncia recente foca na comercialização irregular de bilhetes para shows no MorumBis, alegadamente envolvendo membros da diretoria. Ambos os casos têm gerado grande repercussão e preocupação.
Frente Democrática Lidera o Movimento
O pedido de destituição foi protocolado pelo grupo denominado “Frente Democrática”, com o apoio de 58 assinaturas. A iniciativa ganha força política por incluir conselheiros da atual gestão e representantes da oposição, evidenciando uma união em torno da demanda por apuração e responsabilização.
Tramitação do Processo de Impeachment
O processo segue agora os trâmites regimentais do clube. O presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, tem um prazo máximo de 30 dias para convocar uma reunião extraordinária para discutir o tema. Para o afastamento provisório de Casares, dois terços dos conselheiros precisam aprovar. Se aprovado, o processo segue para uma Assembleia Geral de sócios, que decidirá por maioria simples.
Sucessão em Caso de Afastamento
Caso Julio Casares seja destituído, o vice-presidente Harry Massis Junior assumirá a presidência interinamente. Ele permanecerá no cargo até a próxima eleição indireta, prevista para o final de 2026, garantindo a continuidade administrativa do clube.





