A intensificação de eventos climáticos extremos, como o granizo e a geada que devastaram plantações em Itaí, SP, expõe a fragilidade do seguro rural e coloca em xeque a sustentabilidade do agronegócio brasileiro. Com prejuízos bilionários e uma cobertura ainda baixa, o setor busca soluções urgentes para garantir a proteção dos produtores e a segurança alimentar do país. A COP30 surge como um palco crucial para debater e encontrar caminhos para este desafio premente.
A situação é alarmante: menos de 5% da área plantada no Brasil possui seguro rural, um número que vem caindo. Enquanto isso, as seguradoras enfrentam um aumento expressivo nas indenizações, o que pode levar a um aumento nos preços dos seguros e dificultar ainda mais o acesso dos produtores a essa proteção essencial. A falta de previsibilidade climática e os cortes no orçamento destinado ao seguro rural agravam ainda mais o cenário, exigindo medidas imediatas e coordenadas entre o setor público e privado.
Análise SIMBA: O Que o Dirigente Não Contou
A fala do presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, sobre a necessidade de maior abrangência para baratear o seguro esconde uma complexidade maior. A concentração de riscos em áreas específicas, como as regiões produtoras de grãos no Centro-Oeste, eleva o custo para todos os envolvidos. A solução não passa apenas por aumentar o número de segurados, mas por diversificar os riscos e investir em tecnologias de previsão climática mais precisas.
O futuro do seguro rural e do agronegócio brasileiro depende de uma mudança de paradigma. É preciso abandonar a visão de curto prazo e investir em práticas agrícolas sustentáveis, que reduzam a vulnerabilidade das plantações aos eventos climáticos extremos. Além disso, o governo precisa priorizar o seguro rural, garantindo recursos suficientes para atender à demanda dos produtores e incentivando a adesão através de políticas públicas eficientes. Caso contrário, o país corre o risco de comprometer sua produção de alimentos e sua segurança econômica.
Eventos Climáticos Disparam e Ameaçam Lavouras
O aumento de quase 1000% nos eventos climáticos extremos no Brasil entre 2003 e 2023, conforme dados da Fiocruz, escancara a urgência de medidas de adaptação e mitigação. Secas, enchentes, geadas e granizo têm causado prejuízos bilionários ao agronegócio, impactando a produção de alimentos e a renda dos produtores rurais.
Cobertura do Seguro Rural Ainda é Insuficiente
A baixa adesão ao seguro rural no Brasil, com apenas 5% da área plantada protegida, expõe a vulnerabilidade do setor agrícola aos riscos climáticos. A comparação com os Estados Unidos, onde a cobertura chega a 60%, evidencia a necessidade de políticas públicas que incentivem a contratação do seguro e garantam a proteção dos produtores.
COP30: Uma Oportunidade Para Debater Soluções
A realização da COP30 em Belém, em 2025, representa uma oportunidade única para debater os desafios do seguro rural e encontrar soluções inovadoras para proteger o agronegócio brasileiro. A conferência climática reunirá autoridades, empresários e especialistas de todo o mundo para discutir temas como a adaptação às mudanças climáticas, a gestão de riscos e a necessidade de expandir a proteção para os países em desenvolvimento.
FAQ
Por que o seguro rural é importante? O seguro rural protege os produtores contra perdas financeiras causadas por eventos climáticos extremos, garantindo a continuidade da produção e a segurança alimentar.
Qual o principal desafio do seguro rural atualmente? A intensificação dos eventos climáticos extremos tem elevado o custo das indenizações, dificultando o acesso dos produtores ao seguro e colocando em risco a sustentabilidade do setor.
O que pode ser feito para melhorar o seguro rural no Brasil? É preciso investir em tecnologias de previsão climática, fortalecer o papel das resseguradoras, ampliar o número de produtores que aderem ao seguro e garantir recursos suficientes para o programa de subvenção ao seguro rural.
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Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br





