Ajuste de R$ 90 milhões no futebol para 2026
O Corinthians, mesmo com os títulos do Paulistão e da Copa do Brasil em 2025, não deve ver uma folga financeira imediata. Para 2026, a diretoria projeta um superávit de R$ 12 milhões e um Ebitda de R$ 320 milhões. No entanto, para alcançar esse objetivo, um corte de aproximadamente R$ 90 milhões nos gastos do futebol é planejado. Isso inclui a redução da folha de pagamento de R$ 435 milhões para R$ 354 milhões, representando uma diminuição de cerca de 18,6%.
Venda de jogadores e busca por novas receitas
A meta de arrecadação com a venda de atletas é de R$ 151 milhões. Jovens promessas da base, como Breno Bidon e Gui Negão, além de jogadores como Hugo Souza e Yuri Alberto, podem ser negociados com clubes europeus. Paralelamente, o clube busca renovar o patrocínio máster com a Esportes da Sorte por valores anuais de R$ 150 milhões e negocia os naming rights da Neo Química Arena, visando um valor três vezes maior que o atual. A quitação da dívida com a Caixa Econômica Federal, referente ao financiamento da arena, também está em pauta, com estudos conjuntos para viabilizar a operação via naming rights.
Desafios financeiros e o transfer ban
Apesar do planejamento de um orçamento positivo, o Corinthians enfrenta uma dívida estimada em R$ 2,7 bilhões. Um dos principais obstáculos é o transfer ban, punição da FIFA que impede o registro de novos jogadores, decorrente de dívidas com o Santos Laguna (México) e outros clubes, totalizando cerca de R$ 120 milhões. A diretoria planeja um empréstimo de R$ 70 milhões, possivelmente com a Liga Forte União (LFU), para quitar parte dessas pendências e liberar o clube para novas contratações.
Ano eleitoral e mudanças na gestão
O ano de 2026 será marcado pela eleição presidencial do Corinthians, que definirá o comando do clube para o triênio 2027-2029. O atual presidente, Osmar Stábile, em seu último ano de mandato, busca consolidar o ajuste financeiro. A gestão já conta com o novo diretor de futebol, Marcelo Paz, e sua equipe. A turbulência política recente, incluindo o impeachment de Augusto Melo, adiciona um tempero extra ao período eleitoral, com a possibilidade de Stábile concorrer a um novo mandato e o nome do presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Jr., também sendo cogitado.