Negociação em Risco
O que parecia ser um acordo certo para reforçar o meio-campo do Corinthians, a transferência do meia Alisson, do São Paulo, corre o risco de não se concretizar. O principal obstáculo é uma cláusula de segurança inserida pelo clube paulista, conhecida como ‘anti-calote’, que impede a liberação do jogador enquanto o Corinthians não realizar um pagamento inicial à vista de R$ 1 milhão.
Detalhes do Acordo e Imbróglio Financeiro
Para ter o jogador à disposição e regularizado, o Corinthians precisa desembolsar R$ 1 milhão imediatamente. No entanto, o clube alvinegro não possui o valor em caixa no momento, o que impede que o São Paulo libere Alisson. A negociação total poderia render quase R$ 20 milhões ao São Paulo, incluindo o pagamento inicial, parcelas futuras, bônus por desempenho e a opção de compra.
Estrutura da Negociação e Opções Futuras
O acordo previa um pagamento inicial de R$ 1 milhão, seguido por R$ 500 mil até outubro, totalizando R$ 1,5 milhão. Caso Alisson atinja metas de jogos (45 minutos em 25 partidas), o Corinthians pagaria mais R$ 1,5 milhão, totalizando R$ 3 milhões, e ainda adquiriria 10% dos direitos econômicos do atleta. Ao final do ano, o São Paulo tem a opção de vender o jogador, cujo contrato vai até o fim de 2027, por 2 milhões de euros (aproximadamente R$ 12 milhões), elevando o valor total da transação para R$ 15 milhões. Uma multa de R$ 2 milhões por jogo contra o São Paulo também estava prevista, podendo elevar o montante final para R$ 19 milhões se Alisson atuasse nos dois clássicos marcados pelo Brasileirão.
Interesses e Futuro do Jogador
Alisson foi um pedido do técnico Dorival Júnior para o Corinthians, enquanto o técnico do São Paulo, Hernán Crespo, não contava com o jogador e deu aval para a negociação. Caso o acordo não se concretize, é improvável que Alisson volte a ser aproveitado pelo São Paulo, onde soma 188 jogos, oito gols e 13 assistências.





