Bloqueio milionário e disputa judicial
O Corinthians se encontra em uma situação financeira delicada após a Caixa Econômica Federal bloquear aproximadamente R$ 35 milhões da premiação pela conquista da Copa do Brasil. O valor retido representa metade do montante líquido de R$ 69 milhões recebido pela CBF, e sua liberação é crucial para o planejamento financeiro do clube para 2026.
Os argumentos em jogo
A diretoria corintiana, liderada pelo presidente Osmar Stábile, contesta a retenção, argumentando que o banco estaria utilizando receitas de 2025 para abater juros com vencimento apenas em 2026. Por outro lado, a Caixa Econômica Federal defende a legalidade da operação com base em contratos de cessão fiduciária firmados com o clube. A Caixa, que possui uma dívida superior a R$ 600 milhões do Corinthians referente à Neo Química Arena, tem o direito de reter quaisquer recebíveis previstos no acordo, que inclui juros futuros e correções como garantia contra inadimplência.
Destinação dos recursos e o transfer ban
O valor bloqueado pela Caixa tinha destinações importantes. Cerca de R$ 34 milhões seriam repassados aos atletas como bônus pela conquista. O restante seria utilizado para o pagamento de dívidas e, crucialmente, para a quitação do transfer ban imposto pela FIFA. A punição, vigente desde agosto do ano passado, impede o clube de registrar novos atletas por três janelas de transferências, originada por uma dívida de R$ 40 milhões com o Santos Laguna pela aquisição do zagueiro Félix Torres.
A versão da gestão anterior
Em nota oficial, o ex-presidente Duílio Monteiro Alves, que presidia o Corinthians na época da renegociação da dívida com a Caixa, afirmou que o bloqueio ocorre devido a parcelas em aberto. Ele ressaltou que, durante sua gestão, um acordo com o banco reduziu a contingência da Neo Química Arena de R$ 3 bilhões para R$ 700 milhões, e que R$ 80 milhões foram quitados em seu último ano. Duílio criticou a tentativa de demonizar e descumprir acordos que viabilizaram a quitação do estádio, atribuindo o bloqueio a irresponsabilidades administrativas posteriores.





