O West Ham vive um momento delicado na Premier League. A mudança no comando técnico, com a chegada de Nuno Espírito Santo para substituir Graham Potter, não trouxe o esperado “choque” de resultados. Pelo contrário, o time parece afundar ainda mais, acumulando uma sequência preocupante de desempenhos que ligam o alerta em Londres. Em meio a esse cenário turbulento, a figura de Lucas Paquetá, um dos jogadores mais talentosos do elenco, emerge como um ponto de discórdia, e sua possível saída em janeiro ganha força como uma solução pragmática para os problemas do clube.
O Declínio do West Ham sob Nuno Espírito Santo
Desde a chegada de Nuno Espírito Santo, o West Ham disputou 13 jogos, com um retrospecto desanimador de apenas duas vitórias, quatro empates e sete derrotas. A equipe marcou apenas 14 gols e sofreu 23, evidenciando graves problemas tanto na criação ofensiva quanto na solidez defensiva. A percentagem de vitórias, de meros 15,4%, é inferior à dos antecessores e coloca o treinador português sob intensa pressão. Com a abertura da janela de transferências de janeiro, surge uma oportunidade crucial para Nuno Espírito Santo moldar o elenco à sua imagem, desde que o presidente David Sullivan esteja disposto a investir.
Paquetá: Mais Cartões que Gols e Falta de Empenho
Um dos focos da insatisfação de Nuno Espírito Santo é Lucas Paquetá. Relatos indicam que o técnico português está descontente com a falta de empenho do meio-campista brasileiro. Na atual temporada da Premier League (25/26), Paquetá acumula mais cartões amarelos (sete) do que gols (três) em 18 jogos, a maioria sob o comando de Nuno. Para um jogador de quem se espera criatividade e liderança, seus números são alarmantes: apenas cinco grandes oportunidades criadas e 23 toques na área adversária em 18 partidas, o que representa pouco mais de um toque por jogo. Sua precisão nos cruzamentos também é baixa, com apenas sete de 33 tentativas bem-sucedidas. Mesmo sua razoável taxa de passe (77,8%) cai para 65,4% no terço final, onde a decisão é mais crucial. No aspecto defensivo, apesar de algumas recuperações de posse (71) e desarmes (21 de 34 tentados), suas oito interceptações em 18 jogos são insuficientes para um time que luta para se reerguer. Sua atitude e registro disciplinar indicam que ele pode não ser o jogador ideal para uma luta intensa contra o rebaixamento.
Valor de Mercado em Queda e a Janela de Oportunidade
Paquetá possui inegável técnica, o que o torna atraente no mercado, mas sua atitude atual pode afastar potenciais interessados. O West Ham dificilmente recuperaria os 97 milhões de euros que esperava do Manchester City em 2023. No entanto, mesmo uma venda por metade desse valor representaria um alívio financeiro significativo e permitiria a Nuno Espírito Santo reforçar posições-chave, como a defesa e o ataque. A falta de compromisso do jogador com a delicada situação dos Irons também questiona sua capacidade de forçar uma saída para um “grande” clube neste momento.
Jogos Decisivos e o Futuro dos Hammers
Os próximos jogos do West Ham são cruciais para o destino do clube. Confrontos contra Nottingham Forest (cinco pontos acima), Brighton e o lanterna Wolverhampton na Premier League, além de um duelo pela Taça de Inglaterra contra o QPR, no início de janeiro, podem definir o rumo da temporada. Se os resultados forem desfavoráveis, a pressão sobre Nuno Espírito Santo aumentará. Nesse cenário, a venda de Paquetá, mesmo que por um valor abaixo do ideal, emerge como a decisão mais sensata. Isso permitiria ao treinador português ter recursos para buscar jogadores mais alinhados com a intensidade e o comprometimento exigidos em um momento de crise, focando na luta pela permanência na elite do futebol inglês.





