A centésima edição da Corrida Internacional de São Silvestre entrou para a história não apenas por atingir um marco de um século, mas também por registrar um número recorde de 55 mil inscritos, tornando-se a maior corrida de rua da América Latina. A prova, apesar de alguns percalços na organização como a falta de camisetas e a temperatura da água nos postos de hidratação, foi marcada por uma grande festa e pela força dos atletas africanos.
Vitória etíope e pódio brasileiro no masculino
Na prova masculina, a vitória foi decidida na reta final da Avenida Paulista. O jovem etíope de 19 anos, Muse Gizachew (Asics), superou o queniano Jonathan Kamosong (Asics) nos metros finais, cruzando a linha de chegada em 44m28. Kamosong chegou apenas 4 segundos depois. Fato notável, o brasileiro Fábio de Jesus Correia (Exército e adidas) conquistou o terceiro lugar, dedicando sua conquista à mãe falecida e ressaltando a garra dos competidores brasileiros. O queniano Wilson Mutai, que largou agressivamente, garantiu a sexta colocação.
Tanzânia celebra primeira vitória feminina na São Silvestre
No feminino, a tanzaniana Sisilia Panga (adidas), competindo por uma equipe da Etiópia, dominou a prova e venceu com folga em sua estreia na São Silvestre, com o tempo de 51m08. “Estou muito feliz com essa vitória. É a primeira da Tanzânia na São Silvestre e espero que meu país esteja orgulhoso de mim”, declarou a campeã. A segunda colocação ficou com a queniana Cynthia Chemweno (52m31), seguida pela brasileira Núbia de Oliveira (Asics), que repetiu o terceiro lugar de 2024 com o tempo de 52m42.
Aumento da participação feminina e desafios logísticos
A edição de 2025 também se destacou pelo expressivo aumento na participação feminina, que representou 47% do total de inscritos, um salto considerável em relação aos 10% registrados em 2006. A prova contou com 4.600 atletas internacionais de 44 países. No entanto, a organização enfrentou desafios logísticos, como a falta de camisetas e a disponibilidade de água gelada apenas no primeiro posto de hidratação. A infraestrutura de banheiros e a retirada de medalhas também apresentaram dificuldades, com longas filas e congestionamentos. A organização reconheceu os problemas e prometeu enviar as camisetas aos corredores que não as receberam.
Números que impressionam e promessa de melhorias
A São Silvestre 2025 reuniu 55 mil participantes de 1942 cidades brasileiras e 44 países, com destaque para o aumento de 26% no número de cidades representadas em relação ao ano anterior. A premiação total foi de R$ 295.160,00, a maior da história da prova. Apesar dos contratempos, a alegria e o espírito esportivo predominaram, com corredores fantasiados e um público vibrante acompanhando o evento. A expectativa é que para as próximas edições, ajustes sejam feitos para aprimorar a experiência de todos os participantes, garantindo que a maior corrida de rua da América Latina continue sendo uma celebração memorável.





